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Índice PCA-15 cai à metade, mas segue acima de 6% em 12 meses

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

A inflação ao consumidor até a metade de agosto registrou uma forte desaceleração, mas a variação acumulada nos últimos 12 meses ainda está acima de 6%, o que respalda as preocupações do Banco Central. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,35% no mês, praticamente a metade da alta de 0,63% apurada em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 22.  O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do governo.

O dado ficou abaixo das expectativas de mercado, que esperavam uma desaceleração para 0,38% para o índice em agosto, de acordo com a mediana das estimativas de 30 instituições financeiras consultadas pela Reuters.  "Os alimentos foram os responsáveis pela redução do IPCA-15 em agosto, uma vez que mostraram abrupta desaceleração", afirmou o IBGE em comunicado.

A variação do IPCA-15 em agosto foi a menor desde março, quando o índice subiu 0,23%.  No mercado de juros futuros, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) reagiam positivamente ao dado, operando em queda nesta manhã. O DI janeiro de 2010, o mais negociado, caía de 14,66 para 14,63%.

Apesar do comportamento mais brando da inflação, a variação acumulada nos últimos 12 meses está em 6,23%, muito próximo do teto da meta de inflação perseguida pelo BC. No ano, o IPCA-15 acumula elevação de 4,69%. A meta de inflação para 2008, 2009 e 2010 é de 4,5%, com margem de variação de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo.

A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.

Para tentar trazer a inflação de volta ao centro da meta já em 2009, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC iniciou em abril um ciclo de aperto do juro. De lá para cá, a taxa Selic foi elevada em 1,75 ponto, passando de 11,25% para 13% ao ano.  A próxima reunião do Copom acontece nos dias 9 e 10 de setembro.

Reajustes

Houve reajustes importantes como nas contas de telefone fixo, que tiveram alta de 2,07% no mês, em razão de reajuste ocorrido em julho, e lideraram as contribuições individuais para o IPCA-15 de julho, com 0,07 ponto porcentual. Ainda segundo o documento de divulgação, nas contas de energia elétrica, a alta foi de 1,15%, com aumentos localizados na região metropolitana de São Paulo (3,53%), onde, ao reajuste de 8,63%, ocorrido em 4 de julho, se juntou um aumento na contribuição do Pis/Pasep/Cofins, e em Belém (9,05%), onde as tarifas ficaram 19% mais caras a partir de 7 de agosto, também sendo acrescido aumento na contribuição. As contas de água e esgoto tiveram variação de 1,09%, refletindo aumentos ocorridos nas regiões metropolitanas de Belém (6,10%), Rio de Janeiro (5,55%) e Porto Alegre (2,19%).

Houve alta, ainda, no grupo educação (0,38%), refletindo os resultados apurados na coleta realizada no mês de agosto, "a fim de obter a realidade do segundo semestre do ano letivo". Os cursos (ensino formal) variaram 0,22%, e os cursos diversos (informática, idioma etc.) variaram 1,65 %. Segundo o IBGE, nova coleta para confirmação das mensalidades cobradas será realizada em setembro e, depois, no início do próximo ano.

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