Inovação no modelo de negócio e no ensino faz escola de idioma se diferenciar

redacao 18/02/2014
redacao 18/02/2014

A rede de franquias TopWay começou quando três ex-funcionários de uma escola de inglês se inspiraram em suas experiências para criar a própria rede especializada no ensino do idioma. Com uma metodologia diferenciada e uma estratégia de negócios inovadora, a marca permite que somente ex-funcionários possam abrir uma nova franquia. Assim, distanciando-se do modelo em que o franqueador define todas as diretrizes da empresa e apenas repassa as decisões aos franqueados, a rede de escolas de inglês optou por uma sistemática de negócio que limita a abertura de novas franquias.

Fundada pelos sócios Otávio Cardoso, Tiago Nunes e Fábio Toscani em 2004, a TopWay conta atualmente com 14 unidades instaladas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. E neste ano planeja expandir sua atuação para o Paraná. Ao desenvolver a proposta de negócio da franquia, os sócios contaram com os anos de experiência no atendimento ao aluno e conseguiram mapear as reais necessidades que um brasileiro precisaria para efetivamente aprender a falar inglês. A vivência de Fábio Toscani, que estudou fora do Brasil, e a habilidade de Otávio Cardoso em lidar com alunos, em sala de aula, os conduziram a apostar em uma metodologia que oferecesse um ambiente 100% em inglês, sendo a primeira escola do Brasil a fazer isso. “Reproduzimos um ambiente somente em inglês. Até a faxineira da escola só fala inglês. E a secretária também só marca aulas em inglês. Somos conhecidos nas cidades onde atuamos pela escola que só fala inglês”, afirma Cardoso.

A tática inovadora que consiste no fato de que somente ex-funcionários das escolas estão habilitados a investir em outras unidades do grupo, além de ter a oportunidade de ingressar no Conselho de Franqueadores, surgiu por necessidade, conforme relata Cardoso, quando a primeira unidade da rede teve um insucesso na administração por conta de um sócio investidor que não tinha conhecimentos profundos de como se faz a gestão de uma escola. “A partir daí começamos a refletir sobre essa questão e concluímos que o sócio que só tem dinheiro não vale a pena. Assim, pensamos em ganhar tempo, pulando essa parte de adaptar o modelo de negócio ao franqueado, e decidimos criar uma maneira de investir na pessoa que já conhece a cultura da empresa, no caso um ex-funcionário”, justifica Cardoso.

E por conta dos resultados negativos apresentados pela gestão da primeira unidade da marca com o sócio sem experiência no ramo, a TopWay descobriu seu diferencial e apostou na estratégia de conceder a aber tura de mais unidades somente para ex-funcionários. “Dessa forma, o lucro surge mais rápido. E quando ocorrem crises, geralmente as pessoas não suportam bem. Porém, se foram funcionários já retornam mais rápido ao eixo e sabem o que fazer para a escola voltar a ter resultados positivos”, destaca Nunes. Para ele, não conhecer a filosofia da empresa e não ter a cultura internalizada fazem com que as pessoas percam o rumo e isso, naturalmente, gera muitos problemas.

Outra questão que geralmente é problemática no mercado de franquias, na visão de Nunes, é a manutenção das boas relações entre franqueadores e franqueados. “Por exemplo, é difícil montar um conselho somente com investidores, e nas franquias

TopWay conseguimos criar o conselho de franqueadores, porque todos são aculturados à empresa. E isso facilita, pois a maioria segue o mesmo rumo”, afirma. Algumas redes de franquias oferecem ao interes-

sado em investir na marca a oportunidade de fazer uma espécie de test drive, mas Nunes enfatiza que isso não é a mesma coisa, porque não permite que o franqueado discuta as ações da rede. “Uma empresa formada por franqueados que são ex-colaboradores não pode se dar ao luxo de parar de ouvi-los depois que se tornam empresários. Pelo contrário, as opiniões deles são muito preciosas, já que são profissionais extremamente talentosos”, diz Cardoso.

Toscani acrescenta também que a Top-Way não investe em propaganda, preferindo destinar recursos para melhorar a qualidade dos seus serviços. “A marca entrega aquilo que realmente promete”, ressalta. De acordo com Toscani, a empresa já constatou que se economizar na qualidade de ensino, perderá alunos. “Investimos em qualidade, focando no resultado final que é o aluno falar inglês em 18 meses. Há empresas que preferem investir no conforto do aluno e esquecem o resultado final. E um dia esse aluno vai abandonar a escola para procurar outra com o propósito de concretizar o objetivo dele”, opina.

Apesar da abertura de novas franquias ser direcionada somente para ex-funcionários da escola, é possível que interes-

sados que não tenham sido funcionários da TopWay possam abrir uma unidade, desde que se tornem primeiramente colaboradores. “A unidade da cidade de Blumenau (SC) será aberta por uma pessoa que se interessou pela rede. Mas primeiramente o interessado tem que estar aberto para trabalhar como funcionário e depois abrir a escola”, explica Nunes. Ele ressalta ainda que o interessado na franquia será avaliado como se fosse um funcionário e deve apresentar qualidades excelentes de funcionário para depois ser empreendedor. “Se a pessoa consegue ser bem liderada, conseguirá ser um bom líder”, conclui. 

2 Comentários

  • João Silva Luiz2 de abril de 2017

    Adoraria fazer parte desse universo, pois sou professor faz 20 anos e não vejo perspectiva alguma aqui em minha cidade.

  • João Silva Luiz2 de abril de 2017

    Inclusive sou professor concursado.

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