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Inovação pode levar Brasil a ocupar condição de país desenvolvido de alta renda dentro de 15 anos

redacao 17/12/2010
redacao 17/12/2010

Perspectiva foi apresentada pelo diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, em reunião com autoridades do governo, pesquisadores e gestores de parques tecnológicos

O Brasil tem potencial para ocupar a confortável condição de país desenvolvido de alta renda, dentro de 15 anos, se conseguir inovar o suficiente para elevar a sua produtividade aos níveis dos países da União Européia. A perspectiva de um status superior à atual situação brasileira foi apresentada pelo diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, durante encontro anual promovido pela Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), que reuniu pesquisadores, gestores de parques tecnológicos e incubadoras de empresas e autoridades governamentais nesta quarta-feira (8), em Brasília.

“Precisamos comparar o Brasil com o que queremos que ele seja daqui a 15 anos”, justificou o diretor do Sebrae ao fazer uma análise comparativa entre o Brasil e dez países daquele bloco econômico – Itália, Espanha, Portugal, França, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Grécia e Suécia. “Nossas micro e pequenas empresas têm a mesma participação na economia (99%) e geram um número de empregos equivalente (52,2%). O que nos separa desses países é a contribuição no PIB”, destacou.

Conforme Carlos Alberto, a participação das micro e pequenas empresas no PIB brasileiro “é bastante pequena (20%)” e nos países da União Européia a contribuição é muito maior. A menor participação no PIB entre os dez países avaliados, à exceção do Brasil, é Alemanha e situa-se em 33,5%, seguindo-se o Reino Unido (34%) até os mais expressivos, Itália e Grécia, ambos com 55,6%.

“Não precisamos aumentar o número de empregos; as pequenas empresas têm relevância social enorme, mas é imprescindível melhorar a produtividade e elevar a sua participação na economia”, disse o diretor do Sebrae. Segundo ele, esse novo status econômico do Brasil só será viável “se agregarmos fortemente inovação e empreendedorismo” no mercado dos pequenos negócios. “No contexto da economia, a melhor opção é focar numa estratégia de encadeamento produtivo, numa abordagem ampliada do mercado”, recomendou.

Presente também ao evento da Anprotec, o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Rodrigues Elias, afirmou que nunca antes houve tanto recurso no País para inovação e empreendedorismo. Em 2011, R$ 3,7 bilhões serão aportados pelo MCT. Elias, que está na equipe de transição do governo, pediu para a Anprotec encaminhar o documento com o resultado do planejamento estratégico da instituição, organizado a partir do debate com os principais dirigentes de incubadoras de empresas e parque. “O objetivo é entregar o documento ao próximo governo e deixar o desafio de construirmos políticas públicas para incentivar inovação e empreendedorismo para o próximo ministro”, assinalou.

O anfitrião do evento, Ary Plonski, por sua vez, fez um “balanço retrospectivo” da atuação da entidade. Na oportunidade, ele destacou a importância das parcerias institucionais e de cooperação técnica, que tornaram possível a realização de eventos de caráter científico e de capacitação, como workshops e seminários, além de missões internacionais, realizadas em Israel e na França.

Plonski ressaltou também a articulação da entidade com o Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos (PNI), que resultou em editais envolvendo R$ 10 milhões para incubadoras de empresas e R$ 40 milhões para parques tecnológicos. Ao final, foram dez itens que constituíram os “DezTaques 2010” da Anprotec, apresentados pelo seu presidente Ary Plonski.

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