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Inteligência competitiva: a melhor abordagem é integrar pessoas

redacao 26/09/2011
redacao 26/09/2011

29|09|2011

A maioria das grandes empresas tem implementado, nos últimos anos, processos de coleta sistemática de dados, do ambiente no qual elas estão inseridas e, sobretudo, do seu ambiente interno, visando identificar as informações mais estratégicas para apoiar a tomada de decisão empresarial. É a chamada Inteligência Competitiva (IC), um processo de agregação de valor que converte dados em informação e, na sequência, informação em conhecimento estratégico.

De fato, o que está causando esse vertiginoso crescimento da atividade de IC nas empresas? Com o desenvolvimento significativo das tecnologias de informação e de comunicação, evoluímos rapidamente para uma sociedade do conhecimento.

No passado, a ênfase das empresas estava no desenvolvimento de estratégias e, atualmente, está na implementação das mesmas. Devido a este novo foco, as decisões devem ser tomadas em bases sistemáticas que exigem um fluxo contínuo de informação, e a única maneira de organizar este fluxo é através de um processo de IC, o que explica o rápido crescimento no número de empresas que passou a adotar essa estratégia.

A implementação da IC não exige o conhecimento e o uso de técnicas sofisticadas ou o desenvolvimento de novas habilidades. De fato, está focalizada nos conhecimentos e técnicas já existentes, mas em uma direção e com um propósito que são novos em muitas empresas. A IC focalizada, do ponto de vista da era do conhecimento, inicia com o desenvolvimento do conhecimento estratégico.

Isto não significa que as empresas estão competindo para desenvolver conhecimento. Na realidade, elas estão adquirindo conhecimento a respeito dos clientes, fornecedores, concorrentes e outros fatores, para enfrentar um ambiente cada vez mais globalizado e competitivo.

Nesse sentido, a IC é um processo analítico do começo ao fim, que envolve acumulação de conhecimento estratégico a partir da coleta, tratamento e disseminação de informações sobre uma série de fatores que envolvem alianças estratégicas, aquisições ou fusões empresariais.

O processo de IC reúne essas peças esparsas de informações e as transformam em conhecimento estratégico. É quase como juntar partes de um quebra-cabeça. Não há como adivinhar o quadro final somente olhando as peças espalhadas, porém, quando todas são encaixadas, têm-se um quadro completo para apoiar a tomada de decisão estratégica, isto é, para uma efetiva gestão estratégica.

Luiz Alberto Ferla é presidente do grupo de empresas de tecnologia Knowtec.

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