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Juros do cheque especial em junho são os mais altos desde agosto de 2003

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

Os juros cobrados pelo uso do cheque especial continuam em alta. Em junho chegaram a 159,1% ao ano, a maior taxa desde agosto de 2003 (163,9%). Em maio, a taxa havia sido de 157,1% ao ano. O aumento foi de 21 pontos percentuais no ano e 19,4 pontos percentuais em 12 meses.

A taxa média de juros (pessoas físicas e jurídicas) passou de 37,6% ao ano, em maio, para 38% ao ano em junho. Nos 12 meses fechados em junho, a taxa média subiu 1,3%. No ano, a alta é de 4,2%.

No caso das operações destinadas apenas a pessoas físicas, a taxa média passou de 47,4% em maio para 49,1% ao ano no mês passado a maior desde março de 2007, que foi de 49,9% . A taxa média de juros anuais para empresas (pessoa jurídica) foi de 26,6% em junho, menor do que os 26,9% de maio.
O volume de crédito do Sistema Financeiro Nacional chegou a R$ 1,067 trilhão em junho,  o que equivale a 36,5% da soma de bens e serviços produzidos no país, o Produto Interno Bruto (PIB).

No mês anterior, esse percentual havia sido de 36,3%. Em junho do ano passado, o volume de crédito foi de R$ 799,91 bilhões, ou 32% do PIB. Os dados foram divulgados hoje (29) pelo Banco Central.

A inadimplência geral, considerados atrasos superiores a 90 dias, chegou a 4%, contra 4,3% de maio. Para as pessoas jurídicas, a indadimplência ficou em 1,7%, contra 1,8% de maio. Para as pessoas físicas caiu de 7,4% para 7%.

Os consumidores também estão pagando mais pelo crédito pessoal, que inclui operações com desconto em folha de pagamento. A taxa de juros passou de 48,4% em maio para 51,4% em junho. No ano o aumento foi de 5,6 pontos percentuais e em 12 meses, 0,3 ponto percentual.

Na aquisição de veículos, a taxa subiu de 30,6%  para 31,1% ao ano. A alta no ano foi 2,3 ponto percentual e em 12 meses 1,7 ponto percentual.

O spread, diferença entre o que os bancos pagam nos investimentos (captação) e o que cobram na concessão do empréstimo (financiamentos) ficou em 13,9 pontos percentuais para empresas, 34,7 pontos percentuais para pessoas físicas e 24,5 pontos percentuais no total, o mesmo resultado do mês de maio. Boa parte do lucro dos bancos vem do spread.

Em 12 meses encerrados em junho, o spread para as empresas e para as famílias subiu 1,3% e no total foi registrada redução de 1,3%. O prazo médio dos financiamentos para as empresas chegou a 303 dias corridos em junho, contra 298 dias corridos de maio. Para as famílias, o prazo médio passou de 456 para 467 dias corridos.

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