Nova lei europeia para privacidade de dados exige adaptações de empresas no Brasil

Empresas que atuam nos mercados internacionais e nacionais alteram políticas de proteção de informações de usuários

Redação 21/06/2018
Redação 21/06/2018

Um novo regulamento europeu para a proteção de dados está exigindo adaptações de empresas brasileiras que operam com a Europa. Desde 25 de maio, países que integram a União Europeia ou que captam dados de quem está em território europeu são guiados pela regulamentação de proteção de dados (ou general data protection regulation – GDPR). Grandes empresas brasileiras sinalizam que novas normas devem ter efeitos também em solo brasileiro.

A determinação, considerada a maior proteção à privacidade online desde o avanço da internet, na década de 1990, estipula que usuários possam checar que informações as empresas guardam sobre eles e determina que a coleta e o uso de dados pessoais sejam feitas apenas sob consentimento explícito, entre outras medidas.

A Hexagon, líder mundial no fornecimento de tecnologias da informação, criou um comitê global multidisciplinar especialmente para adequar aspectos jurídicos referentes à nova lei. A gerente Rachel Filipov é a responsável global para GDPR compliance dentro de uma divisão da Hexagon. Ela explica que a lei coloca restrições ao uso dos contatos existentes em bancos de dados para a realização de campanhas de marketing digital. “Vejo tudo isso como positivo. Tanto do ponto de vista do consumidor/cliente, que será menos bombardeado com informações irrelevantes, quanto do ponto de vista dos líderes de marketing. Isso nos obriga a ser cada vez mais criativos e explorar diferentes oportunidades”, afirma Rachel, marketing manager da Hexagon.

O gerente de produto da Cheesecake Labs, empresa de desenvolvimento e design de aplicativos personalizados, Bruno Guerios, concorda, e complementa: “os brasileiros vão perceber a mudança na política de proteção de dados, principalmente em sites e apps que fornecem seus serviços globalmente.

Os usuários vão notar que tem um controle muito maior sobre quem tem acesso às suas informações pessoais e quais informações estão sendo coletadas”. Mas, independentemente dos impactos da GDPR no país, o CEO da OSTEC Business Security e especialista em segurança virtual corporativa, Cassio Brodbeck, lembra que os usuários precisam sempre ficar atentos às questões relacionadas à privacidade nas redes. “A dica de ouro para usuários sobre a privacidade na internet continua sendo a mesma: se exponha o mínimo necessário quando se tem o controle sobre o que está sendo feito, e procure utilizar aplicativos ou sites que realmente são confiáveis, com reputação comprovada. Forneça o mínimo de informações a seu respeito, e busque a área de privacidade ou configurações de softwares e apps. Embora parte sejam ativadas de forma padrão, é possível desativar determinados recursos”.

Já para organizações que temem os futuros prejuízos decorrentes da insegurança dos dados que possuem, o cuidado deve ser redobrado: “Vale o investimento em tecnologias de ponta existentes no mercado por preços variados, para proteger essas informações e não violar diretamente os dados de forma ilícita”, expõe o CEO da OSTEC Business Security.

 

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