Marketplaces: vale a pena estar em mais de um? 

Confira 3 cuidados que precisam ser tomados para garantir o sucesso de uma operação dentro desse grande canal de compra e venda de produtos

Redação 22/08/2017
Redação 22/08/2017

Segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce nacional deverá crescer 12% em 2017, quando comparado com o ano anterior, faturando R$ 59,9 bilhões. Ainda segundo o levantamento, 24% das vendas serão feitas nos marketplaces, indicando grande força no setor.

Esse modelo bem-sucedido, consolidado na América do Norte, apresenta crescimento expressivo no Brasil e o mercado atrai diversos novos vendedores, que diariamente buscam aproveitar o alto fluxo de visitas dos players envolvidos.

Ainda segundo a ABComm, 45% dos comércios eletrônicos se restringem a somente um marketplace, enquanto apenas 7,4% dos vendedores atuam em três ou mais. A informação possui uma simples explicação: ao aumentar a quantidade de canais de vendas, as dificuldades crescem igualmente.

Segundo Carlos Alves, diretor de marketplace do Magazine Luiza e da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), para atuar em diversos grandes canais, o know-how é essencial. “Crescer aos poucos e cuidar do caixa da empresa devem ser prioridades, pois vender muito sem estar preparado para tal avanço pode gerar uma despesa insustentável ao negócio, transformando o grande volume de vendas em um transtorno”.

Confira 3 cuidados listados por Carlos Alves que precisam ser tomados para garantir o sucesso de uma operação dentro desse grande canal de compra e venda de produtos.

1. Escolha correta

Existem alguns marketplaces que são especializados em nichos de mercado. Dessa forma, é primordial que o gestor faça um estudo aprofundado e escolha qual player apresentará maior aderência do seu produto. Dessa forma, será mais fácil ganhar destaque por meio do canal externo.

2. Estoque

Cuidar da gestão de estoque é essencial para qualquer lojista, tanto de lojas físicas quanto virtuais. Ainda hoje é comum ver empreendedores que criam armazenamentos virtuais e atuam em regime de cross docking – ato de vender sem possuir o produto, adquirindo do fornecedor apenas quando a aquisição foi feita pelo consumidor final. Essa prática pode ser uma armadilha perigosa para atuar em marketplaces, pois conforme o volume de vendas aumenta, as despesas operacionais se elevam e as contas podem não fechar.

3. Atendimento

A importância de crescer de forma moderada, acompanhando a experiência adquirida, permite que o gestor trabalhe quais são as melhores maneiras de atendimento possível. Assim, conforme o volume aumenta, as lojas conseguem se preparar para atender mais consumidores de olho na satisfação deles, o que pode gerar recorrência de venda.

Mantendo a atenção a esses pontos, é possível manter um progresso constante e sustentável, entendendo quais são as regras de cada canal e se habituando com suas particularidades para que sua loja migre para outros marketplaces gradativamente, aumentando a capacidade do e-commerce.

 

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