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Mercado de genéricos cresceu 32,5%, mas poderia ser maior

redacao 10/10/2011
redacao 10/10/2011

Mercado de medicamentos genéricos cresceu 32,5% no 1º semestre, mas poderia ser maior se não houvesse gerra das patentes

O mercado de medicamentos genéricos cresceu 32,5% em volume no primeiro semestre de 2011 no comparativo com o mesmo período de 2010. Foram comercializadas no período 264 milhões de unidades contra 199,2 milhões nos seis primeiros meses do ano passado. As vendas do segmento movimentaram R$3,8 bilhões nos seis primeiros meses do ano contra R$2,7 em igual período de 2010, apresentando um salto de 39,2%.

Os indicadores de mercado representam o segundo maior desempenho semestral registrado pelo setor desde 2003, ficando atrás apenas do primeiro semestre de 2010. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a Pró Genéricos, o aumento das disputas judiciais relacionadas às discussões sobre prazo de validade de patentes vem prejudicando o crescimento do setor e ampliação do acesso.

“A economia do País vive um momento especial e o segmento de genéricos acompanha esse crescimento. Nosso resultado, porém, poderia ser ainda melhor não fossem o excesso de ações judicias envolvendo discussões sobre prazo e validade de proteção patentária. Com isso, perdem nossas empresas e principalmente os consumidores, que deixam de contar com medicamentos mais baratos. Muitos acabam interrompendo o tratamento.”, afirma o presidente da Pró Genéricos, Odnir Finotti.

A entidade estima que o setor poderia ter crescido entre 3 e 5 pontos percentuais acima do crescimento registrado em unidades, o que acrescentaria cerca de R$300 milhões em vendas para as indústrias. Com as disputas judiciais, muitos genéricos são retirados do mercado por conta de liminares da justiça ou, ainda, têm a produção interrompida pelas empresas por conta do clima de insegurança gerado pela instabilidade da situação.

Mesmos com os entraves jurídicos da guerra das patentes, na análise de participação de mercado, os genéricos fecharam o primeiro semestre de 2011 com 23,7% de market share (em unidades), mais de 3 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano passado (20,4%). Pelo critério valor, os genéricos encerraram o semestre com 19,4% de market share (em dólares), contra 16,5% registrado em igual período do ano anterior.

O mercado farmacêutico total também apresentou crescimento no período. Foram comercializadas 1,1 bilhão de unidades entre janeiro e junho de 2011 contra 978,4 milhões no mesmo período do ano passado, o que significa uma evolução de 14,1%. As vendas do conjunto da indústria somaram R$20 bilhões, o que representa crescimento de 18,4% em relação aos R$16,9 bilhões registrados no primeiro semestre de 2010. Os dados são do IMS Health, instituto que audita o mercado farmacêutico no Brasil e no mundo.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, Pró Genéricos, Odnir Finotti, o crescimento das vendas reflete o bom momento econômico com o aumento da renda, do consumo e do acesso. “Esse crescimento vigoroso demonstra que mais pessoas estão podendo se medicar no país, o que significa melhora na qualidade de vida e menos custo para o sistema público de saúde”, diz.

Desde que surgiram os primeiros genéricos no mercado, em 2001, os consumidores brasileiros já economizaram cerca de R$__ bilhões substituindo produtos de marca por estes medicamentos que custam, em média, 50% mais baratos que os medicamentos de referência.

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