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Mulher está mais suscetível a problemas financeiros na terceira idade

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

As mulheres vivem mais do que os homens, mas a longevidade tem um lado negativo, uma vez que elas estão mais suscetíveis a problemas financeiros na terceira idade.

De acordo com dados divulgados pelo cientista social e ex-coordenador da ONU (Organização das Nações Unidas), José Carlos Libânio, durante o III Fórum de Longevidade da Bradesco Vida e Previdência, as mulheres já representam 55% da população idosa e a diferença aumenta com o avanço da idade.

Segundo ele informou, as mulheres têm mais chance de viuvez e de passar por uma pior situação socioeconômica, resultado de um mercado de trabalho que, por muito tempo, foi liderado majoritariamente por homens.

A esperança de vida de uma mulher ao nascer é de 72 anos e de um homem, de 68 anos.

Classe média mais suscetível
No mesmo fórum, o professor de Economia da Universidade do Estado do Novo México, Lowell Catlett, afirmou que a maior parte da riqueza do mundo está nas mãos das mulheres, porque os homens morrem primeiro e deixam suas heranças. *O problema é que esta riqueza está muito concentrada*, afirmou.

O professor explicou que, para a mulher de classe média, é mais difícil conseguir uma boa situação financeira na terceira idade, porque a transferência de renda do marido acontece, na maior parte das vezes, nas classes mais altas. *Mas esta tendência está mudando, porque, cada vez mais, as mulheres trabalham*, ponderou o professor.

Conforme disse o vice-presidente do banco Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Capri, existe uma feminilização do envelhecimento, que irá mudar muitos parâmetros. Ele afirmou que a longevidade, que pesa muito mais às mulheres, virou um risco, *mas um risco calculável*.

A renda dos idosos
De acordo com os dados apresentados por Libânio, 49% da renda dos idosos no Brasil vem da previdência, predominantemente social. Os idosos chefiam 12,2 milhões de lares, o que corresponde a 22% do total no País. Eles têm uma massa de renda substancial de R$ 243 bilhões, o que significa que, a cada R$ 4 ganhos no Brasil, R$ 1 está nas mãos de famílias com pessoas na terceira idade.

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