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Nike investirá em outlets para vendas no Brasil

redacao 29/10/2010
redacao 29/10/2010

A expectativa de ampliar as vendas nos mercados emergentes fez com que a gigante do setor de vestuário de linha esportiva Nike ampliasse os planos no mercado brasileiro. Através de outlets, modelos de loja com preços mais acessíveis, a marca norte-americana espera se firmar no Brasil. Hoje a marca conta com sete Nike Factory Outlet e a expectativa do grupo é abrir outras dez nos próximos doze meses.

Em entrevista ao DCI, Mark Parker, que é presidente mundial da marca Nike, diz que o Brasil tem um potencial grande de vendas diretas; entre os destaques, o presidente ressaltou o Rio de Janeiro como potencial de vendas. "Hoje o Rio está no mesmo nível que Londres, Nova York e Tóquio para vendas", afirmou.

O canal virtual da Nike, o site Nikestore, também já aderiu ao cliente brasileiro: hoje o site oferece a opção de entrega em São Paulo num prazo máximo de 30 dias. Além dos outlets e do e-commerce, a Nike também investirá em lojas dentro de shoppings dirigidos para a classe A e B. "Temos planos de abrir mais dez lojas Premium Malls, da Nike nos próximos doze meses", disse.

A aposta em outlets, para o professor de Economia da Fundação Santo André, Mario Peixoto, é uma tendência das grandes marcas. "Ainda não há números exatos quanto a outlets. Estudos indicam que o Brasil hoje já tem mais ou menos 300 dessas lojas de roupas e calçados", afirmou o acadêmico, que estima um crescimento de 25% ao ano, analisando o crescimento no faturamento das empresas que aderiram ao sistema de outlet. "Atualmente, todas as principais marcas do mundo da moda têm o seu espaço de comercialização do estoque de coleções passadas, entre elas Cori, Zoomp , Ellus, Levi’s e Rosa Chá. Nem mesmo a butique exclusiva Daslu resistiu: há menos de um mês, inaugurou o seu outlet, no centro comercial de Alphaville", diz.

O acadêmico estima ainda que o faturamento anual do segmento deve ficar na casa dos R$ 360 milhões por ano, com clientes concentrados mais nas classes A e B. "O outlet, ou ponta de estoque, é a grande cartada da classe B, que continuará consumido produtos de qualidade, em mais quantidade, sem perder o gosto pela marca", disse ele.

Vislumbrando este mercado, o publicitário sorocabano Kadu Ramos resolveu apostar em outlets. O negócio deu tão certo que hoje Ramos já conta com cinco lojas espalhadas pelo estado, e a expectativa é de abrir mais uma até dezembro. "Em um ano já foi possível perceber o interesse da classe B em consumir produtos de outlet", disse.

"Isso prova o crescimento que os outlets tiveram nos últimos anos. Antes encarados como ponta de estoque, onde só vendiam peças com defeito, hoje as pessoas encontram roupas de grifes famosas em perfeito estado. Elas apenas são de uma coleção passada", declarou.

No outlet do empresário existem mais de 3 mil peças de mais de 40 marcas. Os descontos são de no mínimo 50%, e chegam a 80%. "As pessoas estão perdendo o preconceito com os outlets. Hoje as vendas aumentaram ainda mais porque elas percebem que não vale a pena ir até os EUA para comprar a mesma peça de roupa que hoje ela encontra neste tipo de loja aqui mesmo, no Brasil."

O mercado para iniciativas como a de Ramos, para o professor Peixoto, poderá encontrar dificuldades nos próximos anos. "Hoje as grandes fábricas de roupa já encontram na outlet uma forma muito eficaz de vendas. Esse conceito é norte americano e bem antigo, e agora a mentalidade já se instalou no Brasil, desta forma, vai ficar cada vez mais difícil para quem quiser negociar peças para ponta de estoques independentes, visto que as grifes abrirão as suas próprias", afirmou.

Ramos já sentiu a diferença "Hoje está bem mais complicado de negociar com os fornecedores do que antes", disse.

Histórico

"O sistema de ponta de estoque surgiu no Brasil no final dos anos 70, para que o varejo pudesse vender roupas de coleções anteriores que ficavam encalhadas", conta João Carlos Lara Siqueira, coordenador do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP).

No início, acrescenta Siqueira, as vendas eram feitas em galpões situados em pontos distantes da cidade. Como os preços praticados eram bem inferiores aos das lojas tradicionais, esses pontos-de-venda logo fizeram grande sucesso. Segundo ele, este modelo foi adotado dos Estados Unidos, onde o comércio também se vale deste tipo de estratégia para "queimar" estoques.

De acordo com Antônio José Henriques, proprietário da ponta de estoque da Levi’s, na Vila Leopoldina, em São Paulo, a empresa foi pioneira na abertura destes pontos-de-venda em São Paulo, nos anos 70. "A fórmula é simples: as lojas não têm condições de manter um alto nível de estoque, e a ponta de estoque é uma forma de conseguir que os consumidores se interessem pelas mercadorias, pois elas chegam a ficar até 80% mais barato."

Diz que, por ocasião da abertura da Levi’s não havia estabelecimentos semelhantes em São Paulo, mas, a partir dos anos 80, este tipo de estabelecimento acabou virando moda e, aos poucos, todas as grandes marcas, ou abriram seus espaços em galpões, ou na própria fábrica, para vender direto ao consumidor.

Com o passar do tempo, e com a afluência maior da classe A, os estabelecimentos se mudaram para pontos mais próximos. Consta que, atualmente, atende a mais de cinco mil pessoas por semana, interessadas nas 10 mil peças com preços reduzidos.

17 Comentários

  • Elias31 de julho de 2014

    Eu sou cliente nike outlet e agora quero abrir uma franquia nô estado do sul VC poderia me ajudar ou dar uma dica

  • Danilo Lins7 de fevereiro de 2015

    Estou interessado em abrir uma loja aqui no Tocantins! Preciso de contatos

  • Ahmid Abdouni4 de março de 2015

    Tenho grande interesse de parceria com essa conceituada empresa Nike.Temos um imóvel na Av.mais movimentada de Guarulhos(Sao Paulo)600mts com estacionamento para 15 carros.grato

  • marilene silveira ca12 de maio de 2015

    Tenho intetesse em ter uma nike em juiz de fora minas

  • marilene castro12 de maio de 2015

    Amo a Nike. Gostaria de ter um outlet em juiz de fora. Minas.

  • Geanderson Washingto22 de maio de 2015

    sou de Barbacena e estou muito interessado. Desde já agradeço !

  • Marciano Laurentino22 de maio de 2015

    Boa noite gostaria de abrir uma franquia em Arara quarta SP gostaria de mais informações

  • Marciano Laurentino22 de maio de 2015

    Boa noite gostaria de abrir uma franquia em Araraquara SP gostaria de mais informações

  • Valquiria nassif4 de junho de 2015

    Sou cliente da outlet Nike e gostaria de ter uma franquia .

  • Valquiria nassif4 de junho de 2015

    Gostaria de ter uma franquia outlet Nike .

  • marilene castro18 de junho de 2015

    Gotaria de outoutlet no shopping em juiz de fora

  • adeliana9 de julho de 2015

    quero montar um franquia da marca

  • Aparicio de oliveira19 de julho de 2015

    Trabalho no ramo de venda de tênis, gostaria de montar minha própria loja.sou de vitoria da conquista BA

  • Kleber26 de julho de 2015

    Boa noite, sou de minas e gostaria de abrir uma franquia, em minha cidade possui uma no Shopping mas estão queimando o nome da Nike, pois nao sabem o que vendem e nao fazem questão, sou admirador do produto, e gostaria de reverter esse quadro em minha cidade. Obrigado aguardo contato

  • Marcelo25 de agosto de 2015

    Prezados, gentileza me informem contatos e forma de montar uma loja Outlet Nike aqui no Shopping em minha cidade, por favor aguardo contato

  • Leonardo6 de novembro de 2015

    Tenho interesse em abrir uma outlet em Belo Horizonte, mais precisamente na região da Pampulha. gostaria de saber o contato da nike para tratar do assunto.

  • Lucas Fiorine10 de janeiro de 2017

    Gostaria de abrir uma franquia, como posso conseguir um contato? Ou mais informações?

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