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O lado A e B das compras coletivas

redacao 13/01/2011
redacao 13/01/2011

Uma nova mania entre os internautas vem ganhando espaço e gerando lucros para as empresas no Brasil. As chamadas “compras coletivas” já são consideradas um fenômeno de sucesso da internet e são vistas como um negócio promissor. Através da nova forma de comprar, um site oferece um serviço ou produto com um grande desconto (mais de 50%), que dura em geral cerca de 24 horas. Mas devido à falta de organização e experiência com isso, muitas empresas estão apresentando falhas na hora de atender o público.

O número de pessoas que adquirem às ofertas online é cada vez maior. O desconto em produtos e serviços é atraente. Dentro do espaço de 24 horas é possível comprar, via cartão de crédito ou débito, produtos e serviços com desconto. Depois, o cliente tem um prazo de dias ou meses para consumir/usar a promoção comprada no estabelecimento.

Só que é aí por onde começa o problema. É possível perceber que uma parte dos estabelecimentos não se prepara para atender as reservas feitas pelos compradores virtuais. Eu mesma já comprei cupons de descontos para lanchonetes e restaurantes, nas quais as recepcionistas faziam cara feia quando tomavam conhecimento que era de compra coletiva. Isso é extremamente desagradável e ao invés da promoção fidelizar o cliente e gerar mais negócios no futuro, com certeza tem o resultado contrário.

Tudo isso está causando uma imagem negativa para os estabelecimentos. Eu tenho que confessar que sou um pouco consumista e que estava fazendo uso dessa facilidade e as minhas amigas também. Entretanto agora “paramos” de comprar por causa do mau atendimento. Provavelmente após um período de sucesso de compras nos sites, acredito que a demanda caia. Com um contínuo atendimento ruim, o reflexo esperado é o de marketing às avessas.

É imprescindível que, além do bom preço, o estabelecimento ofereça um excelente serviço. Para que assim, através do bom e velho boca a boca, o estabelecimento ganhe novos clientes e admiradores.

Dia desses, tomei conhecimento de um site de compras coletivas que começou a trabalhar de forma diferente, tentando minimizar esses problemas. Neste, o consumidor que adquire a oferta no site paga 50% do preço total pela internet. O resto é pago no próprio estabelecimento, na hora de usufruir do serviço. Assim, os atendentes do local precisam manter a “gentileza” na hora de atender o cliente. Se não, correm o risco de espantá-lo, fazendo-o desistir da compra e sair sem pagar o restante, claro. Vejo isto como uma maneira para os estabelecimentos destinarem o mesmo atendimento e atenção a todos os clientes: os provenientes de ofertas ou não.

Eliane Tanaka é jornalista.

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