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OCDE diz que crescimento econômico desacelerará no Brasil em 2008

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

A economia do Brasil crescerá 4,8% este ano e 4,5% em 2009 após registrar uma progressão de 5,4% em 2007, seu maior ritmo de expansão desde 2004, indicam previsões divulgadas hoje pela Organização para a cooperação e desenvolvimento econômico (OCDE).

Na edição anterior de suas "Perspectivas Econômicas", de dezembro passado, a OCDE, da qual o Brasil não faz parte, previa que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceria 4,8% em 2007 e 4,5% em 2008 e em 2009.

Em seu capítulo sobre o Brasil, a organização prevê que a demanda interna continuará sendo o principal motor da economia, apoiada por um "contínuo dinamismo" dos investimentos.

Apesar da força do real, as exportações se mantiveram em um bom nível, mas o superávit comercial continuará diminuindo por causa do aumento das importações.

Com relação à inflação, a OCDE prevê que o aumento do índice de preços ao consumidor passe de 4,5% em 2007 para 4,9% este ano antes de cair novamente para 4,5% em 2009.

Com relação às taxas de juros se prevê um novo aumento durante o ano, após a registrada em abril passado, em consonância com a necessidade de uma "necessária" contenção monetária, antes que aconteça uma redução da taxa de juros em 2009.

Por outro lado, a política fiscal continua seguindo a linha dos objetivos e o excedente orçamentário primário consolidado superou o 0,2 ponto percentual do objetivo do final do ano passado, ao alcançar 4% do PIB. A previsão é que seja de 3,8% do PIB em 2008 e em 2009, em harmonia com uma nova redução do endividamento público.

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A OCDE destaca que os mercados financeiros do Brasil agüentam muito bem as turbulências financeiras globais.

Entretanto, uma deterioração do entorno financeiro global é justamente a maior fonte de risco para as boas perspectivas econômicas do Brasil, afirma o relatório.

Apesar de a resistência do Brasil a choques externos ter ganhado força, uma desaceleração global mais grave que o previsto afetaria o crescimento de suas exportações, enquanto uma diminuição do "apetite" pelos ativos dos mercados emergentes prejudicaria as condições creditícias internas.

As perspectivas de crescimento econômico do Brasil também se ressentiriam caso a política monetária fosse mais restritiva que o previsto e se deteriorassem mais a evolução e as antecipações inflacionárias.

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