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Olimpíadas de 2016 geram oportunidades para microempresas

redacao 18/11/2011
redacao 18/11/2011

Assunto é tema de evento que reuniu os ex-ministros Márcio Fortes e Ciro Gomes, em Brasília

As obras de infraestrutura necessárias para as Olimpíadas de 2016 no Brasil representam grandes oportunidades de negócios. Esse cenário inclui a participação de micro e pequenas empresas, avalia o ex-ministro das Cidades e hoje presidente da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes. Ele participou do Fórum Sebrae de Conhecimento, nesta quinta-feira (17), em Brasília.

“Investimentos como esses mudam a cara da cidade e geram oportunidades para todos, inclusive micro e pequenos empreendimentos”, disse o ex-ministro em palestra no painel “Economia Local e Fluxos de Capital: Oportunidades e Desafios”.

O advogado e também ex-ministro Ciro Gomes, outro integrante do painel, falou sobre desenvolvimento sustentável em regiões com obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Para ele, apesar de rudimentar, o PAC é importante, pois une a “iniciativa privada, o mundo acadêmico e regulações que são hostis ou favoráveis ao desenvolvimento”. Ainda assim, Ciro Gomes afirma que falta “um projeto nacional de desenvolvimento” para o país.

Izabel Aché, da Fundação Vale, apresentou outra palestra no painel: “O Efeito Renda nos Grandes Investimentos”. Segundo ela, a previsão de investimentos em mineração no Brasil, até 2015, é de R$ 68,5 bilhões. Aché considera que investir na área pode gerar desenvolvimento, mas vai depender da postura de todos os envolvidos no processo. No caso da Vale, as ações se dão no conceito de Parceria Social Público-Privada.

“Trata-se de um pacto entre governos, empresas e sociedade civil para a promoção do desenvolvimento das regiões”, disse. Izabel Aché. As ações, explicou, vão desde o diagnóstico socioeconômico da região a iniciativas que levam ações públicas às regiões envolvidas. “A vida útil de uma mina é de no mínimo 50 anos. A empresa tem a oportunidade de trabalhar o desenvolvimento territorial em uma perspectiva de longo prazo”.

O painel teve como moderador o gerente de desenvolvimento territorial do Sebrae, André Spínola. Ele lembrou que o acesso dos pequenos negócios às compras públicas feitas no campo de ação do PAC é um exemplo de incentivo para o desenvolvimento local e territorial. “O PAC envolve grande volume de recursos em licitações públicas. Portanto, temos uma fatia enorme de compras que podem ser contratadas junto às micro e pequenas empresas”, lembrou.
 

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