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Ovinos e caprinos do NE terão chip de identificação

redacao 11/10/2011
redacao 11/10/2011

Rebanhos de ovinos e caprinos no Nordeste contarão com um sistema de rastreamento eletrônico. O Sebrae, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vai implantar experimentalmente no Ceará, Bahia e Paraíba o projeto de Indicação Eletrônica na ovinocaprinocultura, sistema já consolidado nos países da União Europeia.

O método foi apresentado pelo pesquisador da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), Daniel Benitez, no último domingo (9), na Festa do Boi. O evento segue até o dia 15, em Parnamirim (RN). “O registro eletrônico promove segurança e permite a rastreabilidade, o que é imprescindível para a sustentabilidade do setor”, defende o pesquisador. Através de um chip, que pode ser colocado na orelha, é possível acessar todos os registros feitos ao longo da vida do animal em menos de três segundos. O rastreamento auxilia na garantia de origem, qualidade e segurança alimentar.

O projeto foi iniciado em uma missão à Espanha há duas semanas. Na primeira fase do programa, o Sebrae e a Embrapa implantarão o sistema de forma experimental nos três estados. A proposta é identificar pelo menos quatro mil cabeças de ovinos e caprinos. Na segunda etapa, o sistema será implantado no Rio Grande do Norte.

A leitura eletrônica permite automatizar o manejo e indicar com precisão o rebanho, além de ajudar no controle reprodutivo, sanitário e genético. De acordo com o pesquisador, "um dos benefícios para o produtor é saber qual a produtividade de cada animal no rebanho”.

O sistema de rastreamento é indicado a produtores de micro e pequeno porte. Os identificadores custam R$ 2,20 cada. Na Espanha, onde quase 16 milhões de cabeças de ovinos e caprinos são indentificados eletrônicamente, o modelo é adotado por pequenos produtores. O rebanho europeu, que tem cerca de 70 milhões de cabeças, é todo monitorado pelo sistema. A Comunidade Européia obriga a indicação eletrônica. “Doenças, como febre aftosa e vaca louca, só foram controladas em apenas três meses devido a esse rastreamento”, relatou Benitez.
 

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