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País lidera expectativa de aumento de salários

redacao 22/03/2012
redacao 22/03/2012

Previsão de salário maior para executivos no Brasil é de 80%; média mundial é de 39%

Os executivos de recursos humanos brasileiros são os mais otimistas em relação ao aumento no valor dos salários de executivos para os próximos 12 meses, de acordo com uma pesquisa da consultoria americana Robert Half, que ouviu mais de 1,8 mil profissionais em 17 países. No Brasil, 80% dos entrevistados creem que os salários vão subir nos próximos 12 meses, o dobro da média mundial (39%).

O resultado no País reflete a emergência dos países em desenvolvimento na economia mundial e também as dificuldades para se encontrar mão de obra qualificada no mercado local. O levantamento mostra que a expectativa de reajustes salariais dos RHs brasileiros para o próximo ano supera a chinesa, que ficou em 73% (veja quadro ao lado).

Segundo a mais recente edição do guia salarial da consultoria americana, o aumento dos vencimentos para alguns cargos chegou a 20% em um ano no País (o salário de um diretor financeiro sênior, por exemplo, pode chegar a R$ 70 mil por mês).

O diretor de operações da Robert Half, Fernando Mantovani, espera que o ritmo se desacelere um pouco em 2012. No entanto, quando incentivados a projetar de quanto será o reajuste nos salários de executivos no País ao longo do ano, a opção mais escolhida pelos profissionais de RH foi "mais de 10%".

Custos trabalhistas. Como o mercado continua aquecido, o aumento de custos para as empresas é inevitável, na visão de Mantovani. No entanto, com certa criatividade, é possível mitigar a "sangria" no orçamento. "No Brasil, cada aumento de R$ 1 no salário mensal se transforma em quase R$ 2 por causa dos custos atrelados", diz o diretor da Robert Half. "Por isso, as empresas estão investindo cada vez mais em estratégias de benefícios e remuneração variável."

Por sorte, os executivos brasileiros estão cada vez mais propensos a participar do risco dos empreendimentos, na opinião de Carlos Eduardo Altona, da consultoria Exec. "Como a economia está mais estável, o brasileiro aprendeu a apostar na remuneração variável, que é uma opção mais barata para as empresas", diz. "Está muito mais fácil vender esse argumento aos candidatos."

Dentro da nova realidade dos RHs, dizem os consultores, opções que deem autonomia a o trabalhador também podem ser uma forma de reter e atrair profissionais a custos menos elevados. Segundo Mantovani, da Robert Half, algumas empresas de pequeno porte estão abrindo os orçamentos de benefícios aos funcionários e permitindo que eles customizem seu uso. "A pessoa pode equilibrar se quer gastar mais com o plano de saúde ou se prefere usar o dinheiro com uma academia", exemplifica. "É algo difícil de reproduzir em uma companhia com milhares de funcionários, mas funciona em estruturas menores."

Outra medida que agrada especialmente os funcionários mais jovens, segundo Altona, é o trabalho remoto, ou "home office". Grupos como Unilever, Ticket e Dell adotam essa estratégia. "Se a empresa tem um bom sistema de medição de desempenho, é um modelo que funciona como estratégia de motivação."

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