País possui 393 incubadoras de empresas, que movimentam R$ 2 bilhões

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

O Brasil possui hoje 393 incubadoras de empresas, que movimentam R$ 2 bilhões por ano, sendo R$ 400 milhões dos empreendimentos incubados e R$ 1,6 bilhão daqueles já graduados, de acordo com a Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores).

Nos últimos cinco anos, o número de incubadoras deu um salto de quase 100%, passando de 207, em 2003, para 393 em 2007. Em 2007, nasceram 16 novas incubadoras e, atualmente, há mais nove em processo de implantação e três em planejamento.

Os dados são da pesquisa "Panorama 2007 das incubadoras de empresas e parques tecnológicos". Para se ter uma idéia da importância desses ambientes propícios aos negócios, até o ano passado, existiam 4.800 empresas incubadas e 1.500 graduadas. Um dado mais recente indica que hoje existem 6 mil empreendimentos vinculados a incubadoras.

Sucesso

"O sucesso das incubadoras se deve ao fato de que elas conseguem colocar as empresas no mercado de forma mais segura do que seria se o empreendedor optasse por caminhar com as próprias pernas", opina o diretor da Anprotec, Josealdo Tonholo.

Segundo ele, a incubadora permite uma performance diferenciada às empresas, porque o ambiente é fértil, propício ao desenvolvimento dos negócios. Nela, são oferecidos treinamentos, consultorias, palestras e auxílio para montar o plano de negócios.

Além disso, as incubadoras estão quase sempre vinculadas a academias e universidades, portanto, "o contingente de conhecimento científico e tecnológico à disposição dos empreendedores é ímpar". "As universidades são fontes privilegiadas de informação que permitem aprimorar serviços e produtos, o que foi, inclusive, o mote da criação das incubadoras", explica Tonholo.

Segundo o diretor, a primeira incubadora do mundo nasceu na Universidade de Stanford, na década de 30, na Califórnia (EUA). Mais tarde, a região viria a se tornar o famoso Vale do Silício. "Foi lá que nasceu a HP", sublinha.

Regras

De acordo com a Anprotec, para ser incubado, o requisito primordial é a inovação (não necessariamente ligada à tecnologia). Isso significa que é necessário ter uma idéia, produto, serviço ou processo inovador. Via de regra, os empreendedores incubados são aqueles graduandos, pós-graduandos ou mestrandos que transformam seus projetos de conclusão de curso em planos de negócios para a criação de empresas.

Apesar de muitas incubadoras serem de base tecnológica (segundo o diretor da Anprotec, é o caso de 30% delas), existem vagas para diversas áreas, como social, cultural, agronegócios, biotecnologia, artesanato, informática e automação. "Há hoje incubadoras que abrigam cooperativas populares de reciclagem, de artesãos e de artistas de teatro", conta Tonholo.

O tempo médio de incubação é de três anos. Mas existem algumas incubadoras que mantêm um período de um ano de pós-incubação. Para ser incubado, é necessário participar de um processo seletivo, no qual são avaliadas a inovação do projeto ou produto, a viabilidade econômica e o perfil empreendedor/inovador do candidato.

Após sua aprovação na incubadora, o empreendedor passa a receber todo tipo de apoio necessário para tocar, produzir e desenvolver o seu projeto, por meio de consultorias (marketing, jurídica, contábil, financeira, captação de recursos), apoio de pesquisa e desenvolvimento, acesso a laboratórios e direcionamento de projetos de captação de recursos.

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