Empreendedores patenteiam aplicativos para se protegerem da pirataria digital

Como a lei brasileira não prevê esse tipo de documento, é preciso fazer o Copyright, realizado nos EUA e de abrangência internacional, explica a Associação Nacional dos Inventores

Redação 28/03/2018
Redação 28/03/2018

Basta um piscar de olhos para se ter um insight que revolucione o mundo. Porém, se o momento de inspiração passar sem a devida atenção, alguém pode se apropriar ou ter a mesma ideia. A preocupação com a patente, antes restrita ao universo de produtos físicos, agora também é crucial para startups que queiram evitar plágios. Uma vez que a lei brasileira não prevê esse tipo de documento para aplicativos, é fundamental que seja feito o Copyright, o qual é realizado nos Estados Unidos e possui abrangência internacional. Familiarizada com o processo, a Associação Nacional dos Inventores (www.inventores.com.br) ajuda as mentes brilhantes com a certidão, e assim direciona novos produtos ao êxito.

Hoje, há mais de 4,2 mil instituições desse gênero em território nacional, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), um número expressivo de empreendimentos, os quais têm apenas um recurso para serem exclusivos. “O Copyright Office, Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos, é o único lugar onde as ideias de aplicativos podem ser registradas e garante que não haja duplicidade nem cópia de apps”, afirma Carlos Mazzei, presidente da ANI, que presta esse serviço para inventores filiados há 10 anos.

Patente nos EUA

Em busca de mais segurança para levar o processo de criação e de proteção contra o plágio adiante, a dupla Carlos Theodoro e Tiago Chagas, autores do app de delivery Entrega!, buscou o apoio da ANI no processo de registro. “Eles realizaram todo o trâmite burocrático, e os questionários didáticos nos ajudaram com as informações necessárias e aprofundamento do planejamento”, ressalta Theodoro.

Dedicado a estimular o potencial criativo do brasileiro, Mazzei incentiva os criadores a buscarem investidores para licenciar a ideia, o que ajuda a arcar com as despesas e ainda contribuir com seu know-how na hora de empreender. “Culturalmente, o licenciamento de patentes e ideias não é uma prática usual no Brasil. É importante mudar esse cenário para possibilitar que mais gestores levem suas idealizações adiante”, comenta o presidente da associação.

Foi o que fez a paulista Mariana De Pieri, criadora do app de venda de roupas e acessórios customizados Be You. “O investidor ideal pode potencializar a ideia e fazer com que ela ganhe espaço entre a concorrência. Assim podemos mudar e contribuir muito no mercado atual e, consequentemente, ter um bom desempenho destinado ao consumidor final”, declara a inventora.

O prazo para o Copyright ser efetuado no departamento de patentes americano é de até um ano, e a validade é de 70 anos após a morte do criador, caso ele tenha herdeiros. O monopólio de produção de um produto com patente é de até 20 anos.

 

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