Pequenas confecções de nove estados vão à Febratex 2008

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

Visitar feiras e eventos nacionais do setor ao qual pertencem é atividade fundamental para o desenvolvimento e a consolidação das micro e pequenas empresas. Nessas oportunidades, empresários se atualizam tanto em termos de processos produtivos, por meio de contato direto com fornecedores de equipamentos, insumos e novas tecnologias, quanto em tendências de mercado.

No período de 12 a 15 de agosto, dirigentes de pequenas confecções de vestuário de nove estados brasileiros contarão com o apoio do Sebrae para visitar a 11ª Feira Brasileira para Indústria Têxtil (Febratex 2008), a ser realizada no Parque Vila Germânica de Blumenau, em Santa Catarina.

A Febratex é considerada a terceira maior feira de equipamentos, produtos e serviços para a indústria têxtil do mundo e a maior das Américas. Na última edição, realizada em 2006, 86 mil visitantes prestigiaram o evento, cujo total de vendas superou R$ 1,3 bilhão.

Este ano, o evento deverá reunir mais de duas mil marcas de 57 países expositores, segundo estimativas dos organizadores do evento. Representantes de todos os elos da cadeia têxtil serão expositores, entre eles fornecedores de máquinas de costura, máquinas de corte, aviamentos, etiquetas, embalagens, acabamentos, beneficiamentos, fios, estamparias, automação industrial, informática, teares, matérias-primas etc.

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Missões e caravanas

Dezenas de empresários vão integrar missões técnicas e caravanas organizadas e apoiadas pelo Sebrae e que partirão de Alagoas, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina rumo à Febratex 2008.

No caso de Mato Grosso, será uma missão técnica, informa Marta Célia Cassin, gestora da carteira têxtil e confecções do Sebrae/MT. "Vamos aproveitar e também visitar as fábricas de malhas, que são muitas na região de Blumenau", diz a gestora.

De Alagoas serão 16 empresários, que vão compor a caravana organizada pelo Sebrae/AL. "É a primeira vez que vamos à Febratex e nossa expectativa é muito grande. Vamos tentar fazer negócios", diz, animado, Francisco Acioli, presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário do Estado de Alagoas (Sindivest).

"Queremos ver equipamentos e novos tecidos para agregar valor. Temos enorme carência de matérias-primas em Alagoas", acrescenta. Os empresários alagoanos vão levar algumas peças produzidas por suas empresas na bagagem para demonstrar o potencial do Estado aos eventuais futuros fornecedores. Eles também vão visitar fábricas de tecidos e malhas na região de Blumenau. "Quem sabe conseguimos trazer representantes de novos fornecedores para a região?", comenta Acioli.

Quarenta empresários dos Arranjos Produtivos Locais (APL) de Confecção e Malharias da Serra Gaúcha e Moda Íntima de Guaporé vão à Febratex apoiados pelo Sebrae no Rio Grande do Sul. "Hoje a Febratex atende a necessidade das micro e pequenas empresas por ser uma feira forte e bem posicionada. Como ocorre a cada dois anos, a expectativa é sempre grande entre os empresários", esclarece Andréa Balbinot, gestora da carteira têxtil e confecção da unidade do Sebrae em Caxias do Sul.

"A intenção das 40 MPE é conhecer o que há de novidades em máquinas e equipamentos para o setor, bem como a interação com as tendências futuras de novas tecnologias e aprimoramento de suas produções", acrescenta Andréa.

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Potencial brasileiro

"Mais de 87% do total dos espaços comercializados na Febratex estão reservados para grupos e empresas representantes de marcas estrangeiras no Brasil", afirma Hélvio Roberto Pompeo Madeira, presidente do grupo FCEM Feiras e Eventos. Destacam-se os grupos europeus, especialmente de empresas alemãs, italianas, espanholas, suíças e francesas. Do continente asiático, os principais grupos de empresas virão de Taiwan, China e Japão.

O fato de o Brasil estar em sexto lugar no ranking têxtil mundial explica tanto o crescimento do interesse internacional no mercado brasileiro como o da Febratex, de acordo com João Luiz Marins Pereira, presidente da Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (ABTT).

"Ninguém quer ficar de fora. A presença desses grupos, que muitas vezes são líderes mundiais, mantém a Febratex importante. E a sua respeitabilidade como feira, um evento já consagrado, que está em sua 11ª edição, certamente agrega ainda mais para o crescimento da presença delas a cada nova edição", argumenta.

Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) apontam que o setor, composto atualmente por cerca de 30 mil empresas, faturou no ano passado mais de US$ 34,5 bilhões. É o segundo maior empregador da indústria de transformação do País, com mais de 1,65 milhão de trabalhadores, e é responsável por 3,5 % do PIB nacional.

"Esses números acabam se refletindo na aquisição de novas tecnologias para as empresas do setor. A cada ano, os investimentos em novas máquinas, equipamentos, tecnologia, design e pesquisa têm ficado em torno de US$ 1 bilhão", diz o presidente do grupo FCEM.

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