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Pequenas empresas se unem para enfrentar concorrência

redacao 03/11/2011
redacao 03/11/2011

Centrais de negócios ajudam empreendimentos de pequeno porte a se manter no mercado

A concorrência acirrada e a chegada de atacadistas à região de Campina Grande (PB) fez com que 15 proprietários de micro e pequenas empresas da cidade e de 10 municípios vizinhos se unissem para comprar produtos, há sete anos. A União Paraibana de Supermercados (Rede Compre Mais), espécie de Central de Negócios, no início visava ajudar empresários a negociar descontos com fornecedores. Hoje são 19 empresas associadas e as atividades em conjunto se expandiram: os supermercados também fazem campanhas publicitárias e realizam promoções de vendas.

Uma Central de Negócios, metodologia desenvolvida pelo Sebrae há dez anos, é a união de micro e pequenas empresas de um mesmo segmento para comprar, vender ou promover campanhas de marketing em conjunto e, assim, aumentar a competitividade. Mesmo atuando de forma independente, as empresas podem se juntar para comprar matéria-prima e, com isso, obter abatimentos junto aos fornecedores. Podem se unir também para conquistar mercado consumidor ou até mesmo para fazer campanhas publicitárias em comum.

No caso dos supermercados de Campina Grande, a união fez com que os empresários passassem a utilizar o "Compre Mais" à frente do nome de cada supermercado. A junção de parte das atividades garantiu uma melhora nos negócios. Antes, somando o quadro de pessoal de todos os estabelecimentos, o número de funcionários não passava de 300. Atualmente são mais de 650 pessoas empregadas nas 19 empresas. Em todas as lojas, segundo o presidente do grupo, Petrônio Balbino da Silva, houve crescimento do faturamento e melhoria das unidades, com informatização das lojas e aumento do número de check out. “Todas as empresas cresceram muito. Se tivéssemos atuando individualmente seria difícil competir. A gente consegue negociar com fornecedores e, com isso, garantir lucros maiores”, conta Petrônio.

Com o objetivo de garantir a qualidade do morango vendido e extinguir a negociação via atravessadores, 27 produtores do sul de Minas Gerais se uniram para criar a Associação de Pequenos Produtores de Garcias, bairro do município de Bom Repouso (MG). Com um espaço equipado com câmaras refrigeradas e equipamentos para fazer o controle do nível de agrotóxicos, os produtores conseguiram se manter no mercado e ter lucros, ao invés de vender o produto por preços abaixo dos valores de mercado para os atravessadores.

Como o morango é perecível – dura até dois dias sem refrigeração -, antes não havia muita opção para os moradores do Garcias a não ser vender para os intermediários. Agora, os próprios produtores embalam, refrigeram e comercializam o produto, que é vendido para cidades dos estados de Minas Gerais e São Paulo. Por dia, são mais de 900 mil caixas de morango. “Se tivéssemos produzindo sozinhos estaríamos falidos. A marca é mais forte, o produto é melhor e a logística de distribuição é bem mais eficiente”, afirma o presidente da Associação, Anilton Rodrigues da Silva. Além da comercialização conjunta, os produtores compram insumos, o que lhes garante descontos na negociação.

Com o objetivo de divulgar casos de sucesso e capacitar empresários das Centrais de Negócios, o Sebrae promove entre os dias 9 e 10 de novembro o II Encontro Nacional de Redes e Centrais de Negócios. O evento vai reunir empresários, fornecedores, representantes de Centrais de Negócios e colaboradores do Sebrae em Natal, no Praia Mar Hotel. A expectativa é que cerca de 500 pessoas participem do evento, que é gratuito. Mais informações no endereço: http://centraldenegocios.rn.sebrae.com.br

 

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