Pescadora cria técnica para retirar espinhas de peixe

redacao 26/02/2014
redacao 26/02/2014

Ao constatar a diminuição no consumo do peixe traíra em Camalaú, na Paraíba, Maria de Fátima Mota Barbosa identificou uma oportunidade de negócio. Após realizar pesquisas, ela criou uma técnica para retirar espinhas que agregou valor ao produto, garantindo sua retomada no mercado. Graças à ideia inovadora e sustentável, que ainda gera renda para as mulheres pescadoras da região, Maria de Fátima é finalista do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na categoria Produtora Rural.

Ainda na década de 80, Maria de Fátima descobriu que a causa da diminuição no consumo estava no excesso de espinhas da traíra, que exige cuidados especiais para retirá-las no momento da ingestão. Por ser filha e esposa de pescador, sentia-se mal ao ver o desperdício do produto em Camalaú que, muitas, acabava servindo de comida para os porcos.

Foi então que, na sua própria casa, Maria de Fátima passou a experimentar algumas ideias. Com a ajuda da Universidade da Paraíba, ela aprimorou as técnicas utilizadas e assegurou a retirada de 95% das espinhas do peixe. Isso fez com que a empreendedora conseguisse comercializar o produto, aumentando a venda dos produtores e conquistando clientes diversificados, como restaurantes, escolas municipais e estaduais, além de consumidores da região.

Para expandir o trabalho, ela realizou oficinas de qualificação das quais nasceram os grupos produtivos, formados por mais de 30 pescadoras das cidades de Sumé e Camalaú, que se dedicam à produção de pescado de água doce. “A maior conquista, além de comercializar a traíra, é ver que as mulheres estão produzindo, sentindo-se valorizadas e capazes de contribuir com o sustento da família”, diz.

Para o futuro, a empresária almeja buscar o Sebrae a fim de criar um plano de negócio e aumentar as capacitações. Pretende ainda investir na construção de um local próprio para as atividades, na produção de selos que certifiquem a qualidade do projeto, além de agregar mais mulheres para o trabalho, gerando cada vez mais renda para as comunidades paraibanas.

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