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Pesquisa revela que brasileiros apóiam aumento de impostos e preços de cigarros

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

Uma pesquisa nacional, feita pelo Instituto Datafolha a pedido da Aliança de Controle do Tabagismo – ACT revela que a maioria da população brasileira é favorável a um aumento de impostos sobre produtos de tabaco: 63% dos entrevistados concordam com a medida. É interessante notar que o grau de concordância é equilibrado por sexo e idade, revelando que o preço do cigarro e os impostos que incidem sobre ele são percebidos de maneira semelhante pela população brasileira.

Quando perguntados se os impostos pagos pela indústria de tabaco deveriam ser destinados à área de saúde, a concordância é ainda maior: 88% dos entrevistados são favoráveis à iniciativa. A distribuição também se dá de forma equivalente, independente de sexo, idade, escolaridade e classe social.

A pesquisa foi feita entre os dias 26 e 27 de março de 2008, sendo entrevistadas 1.992 pessoas acima de 18 anos, das quais 77% são não fumantes e 23% fumantes, em 120 municípios nas regiões sul, sudeste, norte, nordeste e centro-oeste do país.

Sobre o fumo em ambientes fechados, o Instituto Datafolha constatou que a grande maioria da população brasileira, 88%, é contrária e 82% são totalmente contra. É interessante observar que 80% dos fumantes são contrários ao fumo em locais fechados, sendo que 69% são totalmente contra.

A pesquisa Datafolha também perguntou sobre o projeto de lei para a mudança da lei 9294/96, que propõe a proibição total do fumo em ambientes fechados: dois terços (68%) são favoráveis. A indústria do tabaco dissemina o mito segundo o qual a freqüência a estes locais vai cair e gerar perdas econômicas. Mas esta tese é derrubada pelos dados encontrados na pesquisa. Perguntados sobre a possibilidade de proibição do fumo nos quatro ambientes pesquisados (bares, restaurantes, lanchonetes e casas noturnas), 88,5% dos entrevistados disseram que sua freqüência a estes locais não mudará (63,5%) ou será maior (25%).

A pesquisa mostra que a população brasileira tem conhecimento sobre os problemas que o fumo causa à saúde, tanto de fumantes quanto de não fumantes. Quase a totalidade dos entrevistados acredita que o fumo em locais fechados causa muitos prejuízos à saúde, mesmo em quem não é fumante (83%).

"Para a ACT, é muito interessante ver que uma das medidas preconizadas pela OMS para reduzir o consumo de produtos de tabaco tem o apoio da população. O aumento do imposto sobre tabaco serve como um meio para desestimular o consumo entre jovens, além de ajudar os usuários a parar de fumar", diz Paula Johns, diretora-executiva da ACT, e acrescenta: "o cigarro brasileiro é ridiculamente barato. Um estudo comparativo entre 29 países revela que, no Brasil, se compra o maço de Marlboro mais barato: R$2,8, que ao câmbio atual custa cerca de US$ 1,75. Na Inglaterra, o preço é US$ 5,42".

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