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Políticos e empresários participaram do lançamento da Agenda Legislativa da Indústria 2008

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI),  Armando Monteiro Neto, disse hoje que a reforma tributária poderá ser  aprovada  ainda  neste  ano  se houver um esforço do Congresso e uma ampla mobilização  da sociedade. "O ano legislativo será curto por causa das  eleições  municipais.  Mas  é  possível  votar  a reforma", destacou Monteiro  Neto, depois da cerimônia de apresentação da Agenda Legislativa
da Indústria-2008.

A   solenidade   contou   com   a   presença  do  ministro  das  Relações Institucionais,   José  Múcio  Monteiro,  do  presidente  da  Câmara  dos Deputados,  Arlindo Chinaglia (PT-SP), do presidente do Senado, Garibaldi
 Alves  (PMDB-RN),  e  de  cerca  de  650  pessoas,  entre  parlamentares, empresários e presidentes de associações e federações de indústrias.

No  discurso, Monteiro Neto reafirmou que a reforma tributária ideal deve desonerar  os  investimentos,  as  exportações e a folha de pagamento das empresas.  "A reforma precisa repensar a tributação sobre a intermediação financeira,  que encarece o crédito no país", salientou. Ele explicou que a  modernização  do  sistema  de  arrecadação  de  impostos está entre as prioridades da Agenda Legislativa da Indústria deste ano.

Antes  de  receber  a  Agenda,  o  presidente  da  Câmara  garantiu que o Congresso  deverá  aprovar  a  reforma  ainda  no  primeiro semestre. E o presidente  do Senado disse que a reforma tributária só sairá do papel se os  parlamentares  assumirem o compromisso de votar matérias de interesse do país. "A proposta do governo não é a ideal, mas é sensata e realista", afirmou Garibaldi Alves.

O  presidente da CNI lembrou que a Agenda Legislativa da Indústria revela a  posição  do  setor  produtivo  sobre  110  proposições que tramitam no Congresso  Nacional.  "A  Agenda  da  indústria  deixou de ser uma agenda corporativa para ser agente de transformação do país", afirmou.

Como  o  ano  legislativo  será  mais curto, os empresários definiram uma pauta  mínima,  formada pela proposta de emenda constitucional da reforma tributária e outros 13 projetos de lei, cuja aprovação terá grande efeito sobre   o   ambiente   de  negócios  e,  conseqüentemente,  estimulará  o crescimento  econômico.  Os  projetos prioritários se referem às áreas de meio   ambiente,   legislação  trabalhista,  regulação,  infra-estrutura,
 crédito e micro e pequena empresa.

Além de Chinaglia e Garibaldi Alves, participaram do lançamento da Agenda Legislativa da Indústria o líder do governo da Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (PT-RS), o líder do governo no Senado, Romero Jucá
 (PMDB-RR), os deputados Vanderlei Macris (PSDB-SP), Sandro Mabel (PR-GO) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP), os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Aloísio Mercadante (PT-SP), entre outros parlamentares.

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