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Presidente do BNDES defende maior participação dos bancos privados no financiamento de longo prazo

redacao 05/10/2012
redacao 05/10/2012

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho disse que o BNDES está empenhado em “tirar um pouco do peso” do banco nos financiamentos a longo prazo do país e dividi-los com a iniciativa privada.

“Na medida em que isso aconteça, os bancos começarão a emprestar também a prazos mais longos, tirando um pouco do peso [do BNDES]”, disse Coutinho aos jornalistas, logo após falar em um evento sobre bioeconomia promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Para o presidente do BNDES, o Brasil tem um histórico de indexação financeira, vinculado à liquidez diária, que surgiu por causa do período de alta inflação no país. Com isso, explicou Coutinho, o poupador brasileiro “se viciou” em aplicações muito curtas, de baixo risco e com juros altos. “Mas agora o juro está caindo. E os poupadores precisam encontrar alternativas. Podemos oferecer alternativas mais rentáveis em papeis mais longo porque nos interessa alongar o perfil da poupança”, destacou.

Coutinho defendeu que o mais apropriado seria apostar em projetos de infraestrutura, o que poderia ser feito, por exemplo, por meio da emissão de debêntures (títulos de dívidas de prazo longo, emitidos por empresas). Isso, segundo ele, não excluiria o BNDES do processo, mas deve aumentar de maneira significativa o papel dos demais bancos e do mercado de capitais nos financiamentos de longo prazo. “O BNDES continuará sendo um banco grande e indispensável para projetos de risco maior como, por exemplo, em projetos em uma região mais remota”, declarou.

Durante o evento, ele ressaltou que atualmente o BNDES tem apostado em investimentos ligados à biotecnologia nas áreas de saúde, biocombustíveis e agropecuária. “Temos várias iniciativas como a de apoio à pesquisa e inovação na área de bioetanol de segunda e terceira gerações, em que vamos comprometer R$ 1,5 bilhão e, ao final, mais R$ 1,5 bilhão”.

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