Prestes a ser vendido, Banco de Brasília se moderniza para aumentar valor de mercado

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

Com a possibilidade de ser incorporado pelo Banco do Brasil, o Banco de Brasília (BRB) passa por um processo de reorganização interna e de modernização para aumentar o valor de mercado,  informou à Agência Brasil o secretário da Fazenda do Distrito Federal, Ronaldo Lázaro Medina.

De acordo com ele, os ajustes são necessários para manter como clientes os 180 mil servidores do governo local que recebem atualmente pelo BRB. Eles representam 40% dos atuais clientes do banco.

Além disso, o BRB está atento à portabilidade, mecanismo que começa a valer a partir de 2012 e que permitirá que os funcionários escolham o banco pelo qual querem receber os salários.

“Ou a instituição se torna altamente competitiva para conseguir manter essa clientela, que hoje é mantida por força de lei, ou corre o risco de perder o valor, porque vai ter que disputar com grandes bancos a preferência dos servidores públicos”, afirmou.

Segundo Medina, o governo do Distrito Federal “corre contra o tempo” para decidir o futuro do BRB porque, caso o banco seja de fato vendido, a idéia é que o comprador aproveite o benefício de ter a folha de pagamentos. “Esse ativo [folha de pagamento] está se depreciando ao longo do tempo [por conta da proximidade com 2012]”, disse.

O secretário afirmou que se o governo optasse por vender somente a folha de pagamento dos servidores ativos e inativos do DF, seria o mesmo que “desmontar o banco”. “Hoje, o banco vale basicamente pela folha”, admitiu.

Em janeiro deste ano, o BRB ofereceu R$ 800 milhões para continuar administrando, a partir de 2012, a folha de pagamento do governo local, que gira em torno de R$ 3 bilhões mensais.

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Entretanto, segundo o secretário, essa proposta não foi levada adiante porque o BRB não teria condições financeiras e, com isso, descumpriria o acordo de Basiléia, que trata da solvência dos bancos. No ano passado, o lucro líquido do BRB chegou a R$ 100 milhões.

“Por que o banco compraria uma folha de pagamento sobre a qual hoje tem direito sobre ela, sem custo nenhum, por força de lei?”, questionou o secretário, fazendo questão de lembrar que não era secretário da Fazenda por ocasião da proposta.

Medina argumentou que o atual governo termina em 2010 e que, a partir dessa data, não há garantia de que existirá uma política financeira de fortalecimento e modernização do BRB, mesmo se houver reeleição.

De acordo com o secretário, uma das ações que estão sendo adotadas para valorizar o BRB é a incorporação da Financeira BRB ao banco, o que vai reduzir em R$ 5 milhões, por ano, o pagamento de tributos federais.

Também estão sendo feitos investimentos em modernização tecnológica, o que permitirá ampliar os serviços pela internet. O banco conta com a mesma plataforma de gerenciamento de dados há dez anos. Outra ação é ampliar a oferta de crédito. Atualmente, o BRB não oferece, por exemplo, operações de leasing aos clientes.

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