Produtos do Brasil ganham destaque nas lojas Macy’s

Maior rede de departamento dos EUA venderá roupas, bijuterias e até alimentos brasileiros em 300 das suas 800 unidades

A Macy’s vai promover o Brasil em 300 das suas 800 lojas dos Estados Unidos. Maior rede de departamento americana, a companhia anunciou hoje uma campanha com produtos brasileiros. As vendas começam no dia 22 de abril e seguirão por 10 semanas. Ao todo, serão comercializados produtos de 30 distribuidores nacionais.

A campanha foi batizada de "Brasil: A Magical Journey". Paralelamente às vendas, a Macy’s fará, a partir de 16 de maio, uma ação de marketing de quatro meses promovendo o País. A iniciativa da rede de departamento é mais uma tentativa de aproximação com o público brasileiro, que já é o segundo em número de frequentadores das lojas da rede. Recentemente, a empresa também começou a calcular os preços das vendas online em reais – os brasileiros são os terceiros maiores compradores da loja virtual.

"Nós escolhemos o Brasil por causa da sua energia e grande influência cultural e econômica", afirmou Martine Reardon, vice-presidente de Marketing da Macy’s. Além do crescimento econômico, a executiva destacou a exposição do Brasil com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Os produtos que serão vendidos vão desde bijuterias, roupas e utensílios para a casa até produtos alimentícios. Entre as marcas que serão comercializadas pela rede americana, estão Garoto, Natura Ekos e o café Pilão. "A gente está dentro de um projeto de celebração do mercado do Brasil no exterior", afirmou Daniel Levy, diretor de Novos Negócios da Natura.

Atualmente, os Estados Unidos são o segundo maior importador de produtos brasileiros, atrás somente da China.

No ano passado, as vendas Macy’s somaram US$ 26 bilhões. A empresa não divulgou qual é a meta para as vendas dos produtos brasileiros, mas espera que a parceria aumente o resultado de 2011.

Exclusividade. Os produtos brasileiros serão alocados em ambientes exclusivos dentro das lojas – eles foram batizados de "O Mercado, The Market at Macy’s". A empresa não divulga os números da campanha, mas diz que foram investidos "milhões de dólares". Só a Associação de Promoção de Exportação e Investimento (Apex-Brasil) diz ter investido US$ 1,5 milhão na campanha. "Só pela exposição que o Brasil vai ter durante essas 10 semanas, esse US$ 1,5 milhão não é nada perto do que nós vamos ter de volta", afirmou o presidente da entidade, Mauricio Borges. "O retorno é absurdamente positivo."

Segundo Borges, a Apex tem promovido 900 eventos por ano e, de acordo ele, esse evento é o um dos melhores investimentos em retorno e de imagem. "A nossa intenção é que outras empresas se beneficiem da qualidade. É uma porta que está sendo aberta e uma vitrine absurda" afirmou o presidente da Apex-Brasil.

Na avaliação do coordenador de imagem e acesso a Mercados da Apex-Brasil, Ricardo Santana, o fato de as empresas brasileiras fornecerem para a Macy’s faz com que elas tenham condições de atender qualquer mercado. "O nosso objetivo também é tentar conseguir o ingresso de novos produtos e serviço no mercado americano. E, se a gente consegue fornecer nossos produtos para a plataforma americana, nós podemos exportar para qualquer país", disse.

A discussão para parceria com a Macy’s começou há um ano. A rede já promoveu testes com alguns produtos brasileiros nas suas lojas e aceitação foi positiva. Apesar da aproximação com o Brasil, a Macy’s ainda não planeja inaugurar uma loja no País.

Marca. Para a promoção dos produtos brasileiros dentro da Macy’s foi criada a marca Be Brasil. A marca deverá permanecer ativa em outras atividades da Apex nos Estados Unidos, como na Fórmula Indy, uma das categorias de automobilismo mais popular do país.

Desde 2009, a entidade utiliza o ambiente das corridas para promover a parceria e divulgação de negócios brasileiros. No ano passado, segundo a entidade, a geração de negócios foi de US$ 897,6 milhões – em 2009, o valor estimado era de US$ 340 milhões.

Doação. A direção da Macy’s também se comprometeu a repassar 1% das vendas dos produtos brasileiros para a organização The Nature Conservancy com o objetivo de doar recursos para proteger a Floresta Amazônica. A intenção é arrecadar US$ 1 milhão.

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