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Profissional sênior é cada vez mais raro nas empresas, que estão preferindo os jovens

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

Há cerca de duas décadas, era muito comum encontrar presidentes e diretores de empresas com seus 60 anos ou mais. Gente que trilhou um caminho dentro da organização e atingiu o ápice de carreira nessa faixa etária. Executivos jovens eram mais raros.

Para o coach executivo Renato Ricci, hoje a situação é completamente inversa. Os seniores estão cada vez mais perdendo espaço dentro das organizações.

"Por mais velado que este tema seja dentro das empresas, fica claro que existe certa discriminação, quando tratamos de recolocar alguém no mercado com mais de 50 anos. E olhe que esta marca está cada vez ficando menor. Alguns já se sentem banidos de algumas funções após os 40."

Motivos

Segundo ele, são vários os fatores que desencadearam esse quadro. "As empresas levam em consideração o fato de um jovem de 30 anos, geralmente, aceitar ganhar menos, não se importar em trabalhar 12 ou mais horas por dia e ser um cara super antenado com o mundo moderno", avalia.

Tudo bem. Talvez um profissional com 60 anos não tenha o mesmo fôlego de alguém com metade de sua idade. No entanto, a experiência deveria ser muito importante às organizações.

Segundo Ricci, o diferencial dos seniores é a visão estratégica. "Como os mais velhos têm o dobro de tempo profissional de um jovem com seus 30 anos, já cometeram erros e muitos acertos durante esse tempo e viram e vivenciaram até mudanças econômicas e políticas que são úteis na criação de estratégias futuras."

"É uma pena que os seniores estejam perdendo essa batalha da experiência versus a vitalidade, pois muitos deles ainda teriam total condição de exercer com muita propriedade a direção de muitas organizações."

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