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Quase 100% dos pequenos negócios confiam na economia

redacao 14/10/2013
redacao 14/10/2013

Índice calculado mensalmente pelo Sebrae revela perspectivas positivas quanto ao faturamento e à abertura de novos postos de trabalho

A expectativa dos donos de pequenos negócios com relação ao cenário econômico atingiu em setembro o nível mais elevado do ano, segundo apontou o Índice de Confiança de Pequenos Negócios (ICPN), pesquisa realizada mensalmente pelo Sebrae. O ICPN, que atingiu 121 pontos, abrange tanto os resultados de agosto quanto as previsões dos empresários até o mês de novembro. “O resultado reflete um otimismo generalizado das pequenas empresas com o desempenho da economia, já que todos os setores apresentaram aumento no ICPN em relação ao mês anterior. É natural que haja um reaquecimento nas vendas nos próximos meses”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

De acordo com a pesquisa, 96% dos empresários entrevistados esperam aumento ou estabilidade do faturamento nos próximos três meses. Esse resultado representa um crescimento em três pontos percentuais quando comparado ao índice registrado em setembro de 2012. Quando a questão se refere a postos de trabalho, 99% dos entrevistados pensam em contratar ou manter o atual quadro.

A Construção Civil foi destaque no ICPN pelo quinto mês consecutivo, contabilizando o maior índice (123 pontos). No entanto, a Indústria foi o setor em que se registrou o maior ganho na confiança, no nível nacional, passando de 118, medidos em agosto, para 122, segundo resultados de setembro. Na análise dos resultados por regiões, o Nordeste é a que apresentou o melhor desempenho, com 125 pontos, seguido da região Norte (124 pontos).

O Índice de Confiança dos Pequenos Negócios (ICPN) é medido em uma escala que varia de 0 a 200. Acima de cem, o indicador revela tendência de expansão das atividades, enquanto abaixo desse valor direciona para possível retração. A pesquisa abrange amostra de 5,6 mil empreendimentos de todos os setores – Indústria, Comércio, Serviços e Construção Civil, entre microempreendedores individuais (MEI), microempresas – que faturam entre R$ 60 mil e R$ 360 mil por ano – e negócios de pequeno porte, com faturamento bruto anual entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões.

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