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Recessão atinge o Reino Unido e bolsas despencam na Europa; índices recuam 8%

redacao 10/12/2009
redacao 10/12/2009

As bolsas européias operam em forte baixa nesta sexta-feira (24). Cenário corporativo desfavorável e temor quanto à recessão global derrubam os principais índices da região.

A última sessão da semana é marcada por forte nervosismo por parte de investidores, preocupados com o desempenho das companhias em meio à maior crise financeira desde 1929. Ademais, atividade no Reino Unido contraiu no terceiro trimestre e a notícia derruba bolsas ao redor do mundo.

Reino Unido em recessão
A economia britânica recuou mais do que o esperado durante o terceiro trimestre deste ano, à medida que a turbulência internacional abalou o desempenho dos diversos setores da indústria, deixando o país mais próximo de sua primeira recessão em mais de dezesseis anos.

No período, segundo os dados do European for National Statistics divulgados nesta sexta-feira, a atividade na região recuou 0,5% em relação ao apurando durante o segundo trimestre, superando as expectativas de mercado que estavam em torno de uma queda de 0,2% para o PIB (Produto Interno Bruto).

Dinamarca eleva juro
Em uma medida de urgência, o Banco Central da Dinamarca decidiu elevar a taxa de juro básica da região em meio ponto percentual para 5,5% ao ano, para manter a sua moeda local (kroner) atrelada ao euro. Além disso, a instituição afirmou que pode realizar novos aumentos nos próximos dias.

Sob as perspectivas negativas quanto aos impactos da crise financeira e a ameaça de recessão que paira sobre a economia da Europa, os principais índices locais chegaram a cair mais de 10%, pressionados por papéis de montadoras, bancos e produtoras de matérias-primas.

Montadoras
Dentre as principais automobilísticas, a Toyota, segunda maior montadora mundial, a Peugeot, segunda maior da Europa, e a Volvo reduziram quase que simultaneamente as suas estimativas de lucro para o ano de 2008, afirmando que a queda das vendas e o ambiente de negócios desfavorável prejudicaram seus resultados.

O cenário para as companhias áreas também se mostra potencialmente negativo. De acordo com a Air France (-12,78%), será muito difícil atingir a meta de lucro operacional de € 1 bilhão para este ano. Com as notícias, os papéis despencaram, com destaque para DaimlerChrysler (-9,61%), Volkswagen (-8,79%) e Renault (-16,08%).

Setor financeiro
Com o agravamento da crise financeira mundial, a desconfiança entre os bancos permanece alta, aumentando as apostas em quais companhias terão prejuízos e dificuldade de solvência. As incertezas quanto ao desempenho do setor levam os papéis de bancos a despencarem.

A exemplo disso, o Morgan Stanley reduziu em 25% o preço-alvo para as ações do HSBC (-12,32%), à medida que a crise se espalha pelo mundo. Destaque de queda também para as ações de Société Générale (-11,70%), HBOS (-19,37%) e Deutsche Bank (-9,75%).

Nem mesmo a decisão da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em reduzir a oferta de petróleo em 1,5 milhão de barris diários foi suficiente para impedir a queda das cotações dos papéis do setor. Diante da perspectiva de redução da demanda por matérias-primas, os papéis do setor recuam, com Eurasian Natural Resources (-15,31%), Vedanta Resources (-10,77%), Shell (-7,87%) e BP (-8,23%).

Confira a cotação dos principais índices
O índice CAC 40 da bolsa de Paris se destaca, caindo 8,39% e atingindo 3.033 pontos. Já o DAX 30 da bolsa de Frankfurt negocia em forte baixa de 8,27% chegando a 4.146 pontos, enquanto o FTSE 100 da bolsa de Londres desvaloriza-se 6,79% a 3.810 pontos.

Já o Euro Stoxx 50, índice calculado pela agência Dow Jones e que mede o desempenho das 50 principais ações da Europa Continental opera em forte baixa de 8,10%, atingindo a 2.253 pontos.

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