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SNA quer agricultura orgânica nacional acompanhando as tendências dos produtores europeus

redacao 16/02/2011
redacao 16/02/2011

A Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) vai aproveitar a nova edição da Biofach, maior feira de negócios de produtos orgânicos do mundo, aberta ontem (15) em Nuremberg, na Alemanha, para pesquisar as tendências do mercado orgânico internacional e aplicá-las no desenvolvimento do projeto OrganicsNet, rede que reúne mais de 30 produtores orgânicos brasileiros.

O objetivo é levar informações para novos participantes e conhecer um pouco mais do que está ocorrendo no mercado europeu, quais são as novas tendências existentes, para compreender as demandas daquele continente, disse à Agência Brasil a diretora da SNA, Sylvia Wachsner. Além de favorecer a exportação brasileira, a ideia é pensar em novos produtos que poderão ser ofertados no exterior, disse.

Em contato com compradores da Itália, a diretora da SNA descobriu, por exemplo, que o mercado europeu demanda muita banana orgânica. O produto brasileiro não é ainda vendido em larga escala na Comunidade Europeia, disse. “É uma área que pode ser trabalhada, por exemplo”, completou.

Na avaliação dos importadores, o importante, segundo a diretora da SNA, é que os produtos do Brasil tenham a característica de rastreabilidade. Ou seja, ”que sejam sempre produtos certificados, que se conheça o produtor, haja constância na entrega dos produtos. Outra coisa que é interessante para eles é a certificação de comércio justo”, afirmou.

Sylvia Wachsner comemorou o fato de toda a produção orgânica brasileira passou a ter, a partir de janeiro, a certificação obrigatória. Ela explicou que dentro da regulação brasileira, há três tipos de certificação: para auditoria, envolvendo as certificadoras tradicionais que têm de ser aprovadas pelo Ministério da Agricultura; a certificação participativa, que reúne núcleos de agricultores orgânicos; e a certificação de agricultores familiares que vendem sua mercadoria diretamente aos consumidores ou em feiras. “Eles devem também se cadastrar no Ministério da Agricultura”.

A diretora da SNA lamentou, porém, que até agora só existam registradas três certificadoras por auditoria, três entidades de certificação participativa e cerca de cinco mil pequenos produtores. “Ou seja, temos ainda um longo caminho a percorrer”.

Em relação à região serrana do Rio de Janeiro, castigada pelas fortes chuvas de janeiro passado, ela informou que os produtores orgânicos locais foram os menos afetados. Explicou que “devido às especificações da agricultura orgânica, preservando as matas ciliares e impedindo o desmatamento, o setor foi menos afetado que a agricultura tradicional. Isso, para a gente, é um ponto a favor, um ponto interessante”, destacou.

Sylvia Wachsner disse que logo após a tragédia, a SNA enviou correspondência aos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, bem como ao Banco do Brasil, solicitando ajuda para os produtores dos municípios atingidos pela catástrofe. “Tivemos resposta do Banco do Brasil, colocando à disposição dos agricultores linhas de crédito específicas”.

Disse ainda que o governo fluminense, por meio da Secretaria Estadual de Agricultura, está trabalhando em parceria com o Banco do Brasil para colocar à disposição dos pequenos agricultores recursos com prazos mais longos de pagamento.

 

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