Startups podem se beneficiar de capital corporativo

O investimento das grandes em pequenas empresas, chamado corporate venture, foi tema do último painel promovido pelo Sebrae na Rio Money Fair

Redação 12/05/2017
Redação 12/05/2017

Assunto ainda pouco conhecido e disseminado no Brasil, o investimento de corporações de grande porte em startups foi tema do painel Corporate Venture – oportunidades para grandes empresas inovadoras, promovido pelo Sebrae no último dia da Rio Money Fair – a feira do dinheiro, na Bolsa do Rio. Nessa última terça-feira (9), um painel sobre investimento-anjo e um debate sobre inovação, com a presença do presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, complementaram a programação da instituição, que teve ainda um estande no evento com consultores e bancários aposentados selecionados no projeto Senhor Orientador.

Moderado pelo gerente de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae, Alexandre Comin, o debate desta quarta-feira (10) reuniu o diretor de Operações da Microsoft Participações, Franklin Luzes; Pedro Vidigal, da Fundepar, que investe em empresas nascentes de base tecnológica de origem acadêmica; e João Marcos Oliveira, da Asapp, startup que comercializa uma ferramenta de comunicação para grandes corporações.

Os participantes expuseram suas visões e experiências com o corporate venture. Entre as vantagens para as grandes destacam-se a possibilidade de chegar a novos mercados e a inovação aberta – isto é, fazer com que startups criem soluções inovadoras que gerem lucro a essas corporações. Para as pequenas, essa aproximação, que além do investimento financeiro pode envolver uso de laboratórios, parceria comercial e outras formas de apoio, abre possibilidades e dá credibilidade à ideia ou ao produto inovador. “Nessa interação, as duas partes ganham. Mas nem sempre é fácil. Talvez o maior risco seja a grande empresa engessar a pequena”, assinalou Vidigal.

Para Alexandre Comin, é muito importante para o Sebrae estar presente em eventos voltados ao mercado de capitais, como a Rio Money Fair, pois o olhar da instituição se volta cada vez mais aos pequenos negócios inovadores, que precisam de investidores para se estruturarem. “Queremos atrair investidores capazes não só de capitalizar essas startups, mas também q possam levar conhecimento técnico e de mercado aos empreendedores”, assinala.

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