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Supermercados de vizinhança se consolidam no mercado

redacao 18/04/2011
redacao 18/04/2011

No ano passado, as lojas com 5 a 19 checkouts voltaram a crescer. Elas elevaram substancialmente suas vendas em termos reais e superaram o aumento médio do setor, que ficou em 7,1%. Os dados são do 40º Ranking de Supermercados, pesquisa anual sobre o varejo alimentar realizada por SM.

Os supermercados que operam com 5 a 9 caixas registraram aumento de 13,8% no faturamento, já descontada a inflação média de 5,04% do período, conforme dados do IBGE. Já a faixa de lojas com 10 a 19 checkouts apresentou alta real de 11,3%. Em contrapartida, o levantamento de SM confirma que os hipermercados com mais de 50 checkouts caíram em 11,8% em termos reais.

As lojas de vizinhança não param de engordar sua fatia de mercado desde que o País se livrou da inflação galopante dos anos 80 e início da década de 90. Com a estabilização, acabou a necessidade de realizar grandes compras de uma só vez para que o dinheiro não perdesse valor. “Dessa forma, o consumidor começou a perceber que pode comprar sem precisar se deslocar muito”, afirma Francisco Rojo, consultor de varejo especializado em pesquisas. “E os supermercados passaram a inaugurar mais lojas encravadas nos bairros, bem perto da casa dos clientes”, completa.

Segundo Timothy Altaffer, professor do Insper, as lojas de vizinhança apresentam outra vantagem. “Elas são ágeis para adaptar atendimento e mix às preferências do público”, completa. O especialista lembra ainda que, atualmente, todas as principais redes operam esse formato.

Já os hipermercados, além de perderem participação, também passam por um período de redução da área de vendas. Em 2010, a metragem quadrada das lojas com mais de 50 checkouts diminuiu 10,3%. Para Rojo, dois fatores influenciam esse índice. O primeiro é a escassez de grandes imóveis – e quando eles existem, são caríssimos. Outro ponto é a já comentada necessidade de estar perto dos consumidores, condição que reduz ainda mais as chances de encontrar grandes terrenos disponíveis. “Para ocupar espaço, as redes passaram a optar por trazer a loja para os bairros, o que força a diminuição da área de vendas”, afirma.

 

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