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Tecnologia italiana será implementada no setor de calçados

redacao 29/08/2013
redacao 29/08/2013

Empresários serão orientados por meio da Rede de Serviços Tecnológicos, que será lançada nesta sexta-feira (30), em Campina Grande

Uma tecnologia desenvolvida na Itália será aplicada na Paraíba para incrementar a cadeia produtiva de calçados. A Rede de Serviços Tecnológicos (RST) será lançada nesta sexta-feira (30), no Sebrae em Campina Grande. A Rede já foi instalada em um projeto-piloto no Amazonas e Pará, em 2008. Nessa segunda fase, o Sebrae investirá cerca de R$ 2 milhões em demandas de inovação em 1.214 empresas, em cinco estados do Brasil, por três anos.

Inicialmente, 25 empresas serão atendidas pela Rede na Paraíba, com suporte aproximado de R$ 400 mil. A ideia é alcançar todos os empreendimentos de calçados, do Sertão ao Litoral, segundo o gerente do Sebrae em Campina Grande, Antônio Felinto. Ele afirmou que a cidade só tem a ganhar com mais esse recurso tecnológico que ajudará no desenvolvimento empresarial do polo calçadista.

“Já treinamos sete técnicos da Paraíba nessa região da Itália e vimos que eles são experts em tecnologias como os Arranjos Produtivos Locais (APL). A característica dessa Rede é contar com um apoio de 23 instituições de design e provimentos de soluções tecnológicas. A cidade tem potencial de, não só absorver, mas transferir conhecimentos. Como temos cursos de Design e Moda nas universidades, queremos trabalhar com essas pessoas e colaborar”, explica.

Nessa segunda fase de implantação, que vai até 2016, a RST agregará os cinco estados que mais demonstram estrutura de desenvolvimento e uma cadeia formada e funcional, não só de calçados, mas também de móveis. No mês de julho foi a vez do Rio Grande do Sul, nos vales do Rio dos Sinos, Caí e Paranhana, no setor coureiro-calçadista. Agora será a vez da Paraíba, seguida de Belo Horizonte (MG), Arapongas (PR) e o Vale do Rio Tijucas (SC).

A RST é fruto do programa de Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis da Região Amazônica Brasileira, criado em 2008, em Washington (EUA). A parceria da Rede é a mesma desse programa, com o Sebrae, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Centro Tecnológico do Setor de Madeira/Móveis de Marche (Cosmob) – Itália.

O empresário que quer inovar e adquirir diferencial competitivo no mercado terá uma rede completa de serviços tecnológicos, composta por instituições que investem na qualidade de produtos e serviços. Os objetivos da RST são simples, como prestar serviços tecnológicos, estimular pesquisas aplicadas e coletar insumos para políticas públicas. A Rede conta com 76 serviços tecnológicos oferecidos às micro e pequenas empresas por meio da articulação e integração das 23 instituições. O trabalho desenvolvido pode aumentar a sustentabilidade, gerar condições favoráveis à competitividade e agregar valor aos produtos com diferenciais.

Com a integração dos programas nacionais do Sebrae como o Agente Local de Inovação (ALI) eSebraetec, a Rede reunirá a educação profissional ao fomento de pesquisas aplicadas, além da incorporação de parceiros, institutos de ciência e tecnologia, entidades de representação setorial e de classe que se dedicam à inovação.

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