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Um novo varejo para novos consumidores

redacao 22/05/2012
redacao 22/05/2012

22|05|2012

Há indícios de que o comportamento do consumidor, por estar cada vez mais informado, está mudando, podendo ser traduzido em atitudes mais responsáveis, desde a aquisição de produtos mais eficientes até a postura em relação às empresas. Em estudo do Grupo Hava, divulgado em novembro de 2011, 87% dos consumidores brasileiros disseram que estão dispostos a obter produtos sustentáveis de forma social e ambientalmente responsável, se não houver aumento de custo.

Isto revela que o consumidor está mais responsável e consciente. Porém a maioria das empresas ainda falha na medida em que não consegue fazer com que o consumidor enxergue valor e diferencial em suas atitudes. Primeiro por estas não serem de fato genuínas, ainda existe muita “conversinha”, ou apenas ações superficiais. Considerar-se mais sustentável apenas pela redução de água e energia é muito pouco ou quase nada, isto porque reduzir custos deve ser obrigação e preocupação vital de qualquer empresa. Em segundo lugar por não fazerem nada mesmo.

Pesquisa do Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental, divulgado em dezembro de 2011, identificou que somente 26% das empresas desenvolvem alguma ação de modo a organizar uma rede de fornecedores socialmente responsáveis. Quantas empresas têm controle efetivo sobre a responsabilidade socioambiental de seus fornecedores? Por que a maioria das empresas ainda não percebeu o risco de perda de imagem ao não se preocuparem com o respeito que seus fornecedores têm para com as leis, a sociedade e o meio ambiente? O conceito de transferir responsabilidade com a terceirização é, totalmente, ultrapassado!

Assim, analisando a questão do ponto de vista do varejo, como os consumidores se sentem em relação às marcas? Será que estão satisfeitos com o tipo de informação que recebem? Quando seu desejo de compra de produtos mais sustentáveis será valorizada e incentivada pelas grandes cadeias varejistas? Quando a propaganda hipócrita deixará de apelar para a proteção do planeta e passará a ser na direção verdadeira e consistente de melhoria da qualidade de vida das pessoas?

O momento é mais que favorável para uma revisão dos conceitos. Os indicadores mostram que o brasileiro não está apenas consumindo mais, mas também, está mais confiante em relação à sua situação econômica pessoal e do país no curto e médio prazo.

A conclusão é uma só, com mais confiança, o consumidor passará a selecionar mais e a buscar alternativas que impactem não apenas seu bolso, mais também a saúde e o bem-estar de sua família. Mais confiante e mais consciente ele buscará por empresas mais éticas e responsáveis. Atender este novo consumidor é o desafio do varejo que pretende ser sustentável.

Newton Figueiredo é fundador e presidente do Grupo SustentaX, que desenvolve, de forma integrada, o conceito de sustentabilidade empresarial ajudando as corporações a terem seus negócios mais competitivos e sustentáveis.

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