Os homens, entre 31 e 40 anos, são os maiores inadimplentes. Segundo a Pesquisa de Inadimplência, realizadas pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), as pessoas do sexo masculino representaram 55% da aquisição de dívidas em março.
Essas pessoas ganham em média R$ 761 e possuem um débito de R$ 1.163,66. A maioria ficou inadimplente porque perdeu o emprego, mas, mesmo assim, pretende quitar as dívidas nos próximos 30 dias, cortando gastos.
Mulheres
Porém, a concessão de créditos para as mulheres cresceu, enquanto a dos homens, embora seja maior, apresentou queda na comparação com março de 2007, quando responderam por 62% da aquisição de financiamentos.
O índice delas subiu de 38% no terceiro mês do ano passado, para 45% em março deste ano.
Formas de endividamento
Entre as formas de pagamento que não foram cumpridas, o carnê respondeu por 38%, seguido pelo cheque, com 34%, pelo cartão de crédito, com 20%, e pelos empréstimos em bancos e em financeiras, que representou 8% das formas de endividamento.
Entre as pessoas que utilizaram o cheque, 30% afirmaram que possuem entre dois e cinco folhas em atraso, 22% possuem apenas uma, 18% de seis a dez, 15% de 11 a 20, e outros 15% possuem mais de 20.
Entre essas pessoas, 83% delas emitiram um cheque pré-datado, e outras 17% fizeram pagamento à vista.
Já os empréstimos consignados foram apontados como causas da inadimplência por 17% dos entrevistados, porém, 56% desse total afirmou que esse dinheiro não foi o responsável pela inadimplência.
Questionados sobre os motivos para fazer o empréstimo, 55% responderam que o utilizaram para pagar outras dívidas, 16% para compras, 15% para reformas de imóveis, 10% para auxílio da família e 4% alegaram outros motivos.
A pesquisa mostrou também que 61% das pessoas pretendem quitar as dívidas nos próximos 30 dias, já 22% disseram que não e outros 17% não sabem. Entre os que pretendem fazer o pagamento, 79% vão cortar gastos e utilizar o salário, 9% vão utilizar outros meios e 6% a poupança. Já o FGTS, as férias e outros empréstimos serão formas utilizadas por 2% dos entrevistados.