A inadimplência das empresas brasileiras registrou alta de 4,7% no primeiro bimestre de 2008, na comparação com o mesmo período de 2007, de acordo com o "Indicador Serasa de Inadimplência – Pessoa Jurídica", divulgado nesta quarta-feira (27).
Já na comparação entre o segundo mês do ano passado e de 2008, a alta foi de 7,1% e no confronto entre janeiro e fevereiro deste ano, foi registrada queda de 11,3%.
Tipo de dívida
Analisando o primeiro bimestre de 2008, os títulos protestados ficaram com 42,5% de participação na inadimplência das empresas brasileiras. O percentual ainda é o maior de todos, sendo 3 pontos percentuais superior ao apresentado no mesmo período de 2007 (39,5%).
Na segunda colocação, aparecem os cheques sem fundos, com representatividade de 38,3%. No ano passado, o peso na inadimplência desta categoria era ligeiramente maior, de 39%.
As dívidas com os bancos, por sua vez, representaram 19,2% do total no primeiro bimestre de 2008. No mesmo período de 2007, essa modalidade contribuía com 21,5% da inadimplência das empresas.
Valor das dívidas
Se o peso das dívidas com o sistema financeiro foi o menor no total da inadimplência, o mesmo não aconteceu com os valores das ocorrências: a média dos débitos atingiu R$ 4.432,87 no primeiro bimestre do ano, o que representa um crescimento de 9,4% frente ao mesmo período de 2007.
Já a dívida média referente aos títulos protestados ficou em R$ 1.407,79 no período analisado (+0,6% em um ano). Os cheques sem fundos, por sua vez, registraram uma média de R$ 1.249,49 no primeiro bimestre de 2008, sendo que houve avanço de 7,8% na comparação com o mesmo período de 2007.
Evolução do crédito
Segundo os técnicos da Serasa, o aumento da inadimplência, no primeiro bimestre, deveu-se à expansão da tomada de crédito pelas empresas para investimento e capital de giro.
Além disso, com o aumento do emprego formal, as empresas tiveram maiores gastos com o 13º salário, e muitas recorreram a recursos de terceiros.