IPC-S acelera para 0,64% na 1ª prévia puxado por alimentos

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu 0,64% na primeira semana de abril (preços coletados até o dia 7). Na última semana de março, o IPC-S tinha registrado alta de 0,45%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), essa foi a maior taxa desde a primeira semana de fevereiro deste ano, quando o índice subiu 0,82%. A FGV informou que a principal influência para aceleração do índice foi o comportamento de preços do grupo alimentação, que mostrou forte trajetória de aceleração (de 0,62% para 1,21%), entre 31 de março e 7 de abril.

A taxa ficou próximo ao teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,52% e 0,65%, com mediana em 0,56%. Ainda segundo a FGV, essa foi a maior taxa desde a primeira semana de fevereiro deste ano, quando o índice subiu 0,82%.

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, no âmbito do IPC-S de até 7 de abril, a FGV informou que as mais expressivas altas de preço continuam sendo registradas no setor de alimentação. As elevações de preços mais significativas foram apuradas em pão francês (8,25%); laranja pêra (21,54%); e acerola (10,60%).

Por sua vez, as taxas de negativas de preço mais expressivas também foram verificadas no setor de alimentos, entre os preços de feijão carioquinha (-8,46%); maçã nacional (-9,95%); e alcatra (-3,22%).

No mesmo período, cinco das sete classes de despesa pesquisadas para cálculo do índice apresentaram elevação mais forte de preços, ou deflação mais fraca. Além do grupo dos alimentos é o caso de Habitação (de 0,47% para 0,49%); Vestuário (de -0,29% para -0,01%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,34% para 0,38%); e Transportes (de 0,35% para 0,49%).

Os outros dois grupos restantes apresentaram desaceleração de preços, no período. É o caso de Educação, Leitura e Recreação (de 0,55% para 0,49%); e Despesas Diversas (de 0,29% para 0,23%).

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