O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que o governo esteja estudando medidas para restringir o crédito. Segundo ele, o governo pretende apenas assegurar o crescimento estruturado da economia por meio do estímulo aos investimentos.
"Nos próximos dias, vou conversar com representantes de vários setores para saber se eles estão em condição de ampliar a oferta e atender o crescimento da demanda nos próximos anos", disse o ministro. "Prefiro a economia crescendo 5% por 10 ou 20 anos a um rompante que seja abortado por causa de um desequilíbrio", adicionou.
Entre os setores com os quais Mantega presente conversar estão a indústria automobilística, a siderurgia e a indústria do cimento. O ministro também adiantou que, na próxima quarta-feira (26), se reunirá com representantes de instituições financeiras para avaliar a expansão do crédito no país.
"Se o setor financeiro disse que segura a alavancagem [crescimento da demanda], estarei mais seguro. A preocupação não é com o presente, mas com o futuro", afirmou.
Na semana passada, Mantega teria dito que empréstimos de 80 ou 90 prestações para aquisição de veículos seriam muito longos. A restrição ao crédito, ou seja, a determinação de fixar número de parcelas seria uma forma do governo conter a inflação.