Diferentes motivos e o maior deles para uma consciência afetiva, coletiva

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A pandemia no Brasil e no mundo completará dois anos com efeitos devastadores para pessoas e empresas.  Em todo esse período e no momento de mudança de ano, geram diferentes motivos para a criação e o fortalecimento de uma consciência afetiva, coletiva, de ajuda aos mais necessitados.

O primeiro motivo é o próprio número de mortes pelo vírus, de mais de 618 mil brasileiros. Não é preciso aqui apontar quem foi omisso, irresponsável ou culpado por tantas mortes. O que importa são milhares de famílias enlutadas, que choram a perda de entes queridos.

Outro forte motivo para essa consciência afetiva, coletiva, é o que a pandemia provocou de desemprego por todo o país, agora mais agravado pelas enchentes na Bahia e em outros estados do país. Nesse ano se pode assegurar que pelos menos a metade da população brasileira, ou seja, nada menos de 100 milhões de brasileiros foram empurrados para a faixa da extrema pobreza, com sérias dificuldades de ter o mínimo de alimento diário.

Não se pode desconhecer, ver e comprovar que muitas empresas públicas e privadas, entidades públicas e privadas, sem fins lucrativos, só com a boa vontade, entraram numa corrente de ajuda a essa imensa legião de necessitados nas diferentes regiões do país, seja com cestas básicas de alimentos, remédios e outros auxílios humanitários.

A atual estrutura do SUS (Sistema Único de Saúde), numa origem assistencial e fundamental de mais de 100 anos, com a distribuição de vacinas e remédios, está sendo nestes dias um bálsamo, um alívio, até uma luz divina para milhares de brasileiros.

Uma cena deste ano, no entanto, não se pode esquecer e foi de cortar o coração de um ser humano. No chão, diante de um matadouro de animais, mães, pais e crianças disputaram ossos com resto de carnes. Só esse registro seria suficiente para a criação de uma consciência coletiva, afetiva, de ajuda por todo o país.

Que no próximo ano o povo brasileiro erga uma única bandeira, a da consciência afetiva, coletiva, de ajuda mútua. Que se possa reerguer esse país e que todos tenham alimentos em suas casas, educação, saúde e oportunidades para viver com dignidade.

 

 

 

 

 

 

 

Acari Amorim

Acari Amorim

Jornalista com larga experiência profissional.Foi repórter especial da Veja, editor de economia no O Globo, no Rio de Janeiro. Também integrou equipe de editores dos jornais da RBS. Fundador e diretor geral da Empreendedor

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