Os Detetives do Prédio Azul investigam quem é o “Tarado maior” da pandemia 

marcelo queiroga ministro da saúde
 

Todas as manhãs, o trio de amigos inseparáveis – Max, Maria Flor e Zeca –  vivem aventuras mirabolantes, chamam a atenção e divertem crianças de todo o país diante da TV Brasil, o canal do governo federal.  Os três vivem num prédio muito antigo, cheio de mistérios e decidem desvendá-los. Estão sempre camuflados, usam capas superequipadas e ficam sempre longe dos olhos dos adultos. Eles são os Detetives do Prédio Azul.

Nos últimos dias, Max, Maria Flor e Zeca perdem espaço na TV Brasil para homens de ternos escuros e gravatas que falam coisas misteriosas sobre vacinas e crianças. O próprio Presidente da República, Jair Bolsonaro, apareceu na tela para dizer que existem “Tarados por vacinas”, se referindo a Anvisa, órgão do próprio governo que determinou em 16 de dezembro de 2021 a imunização de crianças na faixa de 5 a 11 anos de idade.

Os três detetives decidem então investigar os mistérios por trás das vacinas no Brasil, com atenção maior para as crianças. Vão utilizar suas capas capazes de obter as informações verdadeiras, mesmo que estejam sendo encobertas, escondidas. Querem entender por que alguém é contra uma vacina que pode salvar milhares de crianças. Nos últimos dois anos da pandemia do coronavírus, mais de 300 crianças perderam a vida no Brasil e mais de 6 mil delas foram contaminadas. No mundo todo mais de 100 milhões de crianças já foram vacinadas. No Brasil o início da vacinação para as crianças vai ocorrer após 20 dias da autorização da Anvisa.

Com os recursos modernos de comunicação da capa que utilizam, os detetives entraram em contato com o Zé Gotinha, comandante de uma verdadeira guerra contra a poliomielite ou a paralisia infantil. O Zé Gotinha lembrou para eles que essa doença infecciosa viral, que se espalhava a exemplo da pandemia atual, atrofiava o crescimento normal de braços e pernas. Só de 1968 a 1989 essa terrível doença atingiu 26 mil crianças brasileiras. “Muito triste”, contou Zé Gotinha.

Nos últimos 30 anos, no entanto, garantiu Zé Gotinha, o Brasil não registra nenhum caso de poliomielite, graças a imunização com apenas uma gotinha na língua de cada criança. Hoje, na verdade, cada criança ao nascer, antes de sair do hospital, já toma essa dose contra poliomielite.

Depois de ouvir o Zé Gotinha, os três detetives se perguntaram porque alguém ainda pode ser contra uma vacina, uma gotinha que seja, mas que salva milhares de pessoas, em especial crianças.

Os três detetives já têm as pistas para chegar até o “tarado maior” da pandemia, que atrasou, que nega a pandemia e a própria vacina. Ele tem diploma de médico. Já passou a sinistra receita que é “preferível morrer do que perder a liberdade de tomar ou não a vacina”. Assegurou até agora apenas 4 milhões de vacinas. O Brasil, no momento, tem 20 milhões de crianças com idade entre 5 a 11 anos. Assim, para completar a imunidade de cada criança com duas doses, serão necessárias 40 milhões de vacinas, ou seja, se tem assegurado até agora apenas 10% dessa necessidade. Chegou a cogitar de exigir que cada criança para receber a vacina teria que apresentar uma autorização médica, o que nunca foi exigido no Brasil e no mundo inteiro.

Os Detetives do Prédio Azul já sabem quem é esse “Tarado maior”. É o próprio ministro da Saúde, ou melhor, o ministro da morte, Marcelo Queiroga.

Acari Amorim

Acari Amorim

Jornalista com larga experiência profissional.Foi repórter especial da Veja, editor de economia no O Globo, no Rio de Janeiro. Também integrou equipe de editores dos jornais da RBS. Fundador e diretor geral da Empreendedor

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