Transformação de resíduos.
“O Brasil pode ser líder em sustentabilidade. Temos biodiversidade, ciência, biomassa. Falta escala e conexão com o mercado” Guilhermo de Queiroz.
“Em Barra Mansa (RJ), comecei a empreender em um ramo que pode parecer distante da tecnologia: palmito. Ao descobrir que 97% da planta era descartada no processo industrial, tive um estalo: percebi que havia ali um problema ambiental e uma oportunidade. O Brasil produz alimentos para bilhões e desperdiça uma biomassa imensa.
Era preciso aplicar ciência nisso.
Foi assim que nasceu a Biosolvit, uma startup de biotecnologia que transforma resíduos orgânicos em novos materiais – entre eles, absorventes naturais para derramamento de petróleo e produtos para jardinagem biodegradáveis. É ciência aplicada à sustentabilidade.
A jornada da startup, no entanto, não foi fácil. Empreender no B2B é um esforço repetitivo. Grandes empresas ainda têm dificuldade em lidar com startups. E muitas nos submetem a POCs gratuitas que não viram contrato.
Isso é um desincentivo enorme. O Brasil não precisa competir em Inteligência Artificial ou software, mas pode ser líder em sustentabilidade. Temos biodiversidade, biomassa, ciência. Falta escala e conexão com o mercado”.



