Os segmentos de franquias mais promissores para investir em 2026

O especialista em varejo, Erlon Labotut, aponta que é preciso reduzir riscos e escolher negócios com mais chances de dar certo

Em 2025, o franchising brasileiro manteve trajetória de robusto crescimento. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o setor faturou mais de R$ 290 bilhões entre o quarto trimestre de 2024 e o terceiro trimestre do ano passado, um avanço de 10,8% na comparação com o período anterior. Para 2026, a expectativa é de continuidade desse movimento de alta, com o setor consolidado entre os que mais evoluem e que geram novas oportunidades para os investidores.

Para o especialista em varejo e consultor de franquias, Erlon Labatut (foto em destaque), antes de empreender, é fundamental conhecer a área em que se quer investir. Isso porque a consulta aumenta as chances de sucesso da franquia e, consequentemente, reduz os riscos de um crescimento não saudável ou ainda um fechamento de unidade.

“Antes de escolher uma marca, o investidor precisa entender o segmento como um todo. Conhecer a dinâmica do setor, o comportamento do consumo e o nível de maturidade do mercado aumenta significativamente as chances de sucesso da franquia. A análise aprofundada evita decisões impulsivas, reduz riscos operacionais e contribui para um crescimento mais sustentável das unidades”.

 

OLHAR SETORIAL

Diante disso, o investidor precisa compreender quais são os segmentos que mais podem se destacar neste ano. De acordo com Labatut, o setor que mais chama a atenção é o de saúde, beleza e bem-estar. Para ele, a forte demanda por cuidados pessoais de prevenção e estática colaboram para que as franquias tenham bons números e atraiam o público com maior facilidade.

“O mais interessante é ser um segmento que se apoia em uma demanda contínua em vez de tendências passageiras. O consumidor enxerga os serviços como parte da rotina, o que gera recorrência e maior estabilidade para a operação. Por isso, são franquias que tendem a apresentar desempenho consistente e uma relação mais orgânica com o público, reduzindo riscos e aumentando a previsibilidade do negócio”.

O setor de Limpeza e conservação também surge como uma opção que merece um “olhar mais atento”, diz o especialista. Ainda segundo o estudo divulgado pela ABF, o faturamento das operações aumentou em 14,5% com relação ao terceiro trimestre de 2024.

Entre os motivos para seu destaque, Labatut menciona a impulsão pela crescente terceirização dos serviços domésticos e corporativos. Além disso, em sua visão, o aumento na busca por serviços especializados também fortalece a área. Outro ponto que influencia no sucesso é o baixo impacto de sazonalidade, o que resulta em demanda estável e recorrente.

A alimentação não fica para trás. De acordo com a mesma pesquisa da ABF, o segmento completa o “TOP 3” dos que tiveram destaque em seus desempenhos, apresentando um aumento de 12,7% no faturamento comparado ao terceiro trimestre de 2024. Para o especialista, a estrutura que os modelos já estabeleceram explica o sucesso durante o trimestre.

 

“As três áreas apresentaram resultados relevantes porque atendem a demandas essenciais e recorrentes. São setores menos sensíveis a oscilações de consumo, com alta frequência de compra e operações já bastante estruturadas. É o conjunto de fatores que ajuda a explicar por que seguem no topo ano a ano e continuam atraindo investidores em busca de negócios mais previsíveis”.

 

Labatut também enfatiza dois segmentos que podem sobressair: Casa e Construção; e Hotelaria e Turismo. “Muitos estão focando em melhorias residenciais e reformas, aliadas à tendência de personalização de espaços.
Além disso, a Hotelaria e o Turismo mostraram forte recuperação no ano passado, beneficiada pelo aumento da demanda por experiências, o que pode fazer a diferença em 2026”.

 

PLANEJAMENTO IDEAL

Além do investimento em segmentos promissores, Labatut também ressalta que os empreendedores precisam se atentar para a diversificação do público- alvo, além de focarem no crescimento do consumo local. O objetivo é que as unidades se adaptem a formatos físicos e digitais, que ainda possam contar  com o serviço de delivery – caso faça sentido para o setor.

 

“Escolher um segmento promissor não será o suficiente se a operação não estiver conectada ao público e à realidade local. É fundamental entender quem  é esse consumidor, ampliar o alcance da marca e acompanhar o crescimento do consumo na região. A expansão ano a ano se dá por conta da base sólida que foi construída no franchising e, em 2026, a estrutura será fundamental para contribuir com o crescimento, aliada a redes que têm a proposta de evoluir de maneira saudável”.

Facebook
Twitter
LinkedIn