Para Bárbara Vallim (foto em destaque), CEO da Hera.Build, ferramenta ganha real valor quando conecta históricos, preferências, comportamentos e contexto em tempo real
A evolução da inteligência artificial aplicada ao atendimento ao cliente está levando companhias ao novo patamar: sair do operacional para inteligência estratégica, mudança que é capaz de aumentar a satisfação e confiança do consumidor. Segundo o estudo Global Happiness Index da NiCE, 72% dos clientes afirmam que a IA já melhora o atendimento, enquanto 81% dos brasileiros relatam confiar mais em empresas que utilizam essa tecnologia.
Para Bárbara Vallim, CEO e fundadora da Hera.Build, startup especializada em consolidar dados dispersos e entregar uma visão unificada do cliente entre diferentes áreas, a IA ganha real valor quando integra histórico, preferências, comportamentos e contexto em tempo real, convertendo informação em direcionamento estratégico para o negócio.
“Os dados mostram um ponto de virada importante. Hoje, não se trata apenas de rapidez no atendimento, mas de confiança e satisfação, impulsionadas pela inteligência estratégica e pelo entendimento profundo do cliente”, afirma a especialista.
E é nesse cenário que a startup se destaca: eliminando um dos principais desafios das operações de CX, que é a fragmentação de dados entre áreas como atendimento, vendas, marketing e pós-venda. “Nossa solução complementa essas informações em uma visão única do cliente, permitindo que interações deixem de ser apenas reativas e se tornem preditivas, personalizadas e contextuais”, complementa Bárbara.
A mesma pesquisa da NiCE evidencia que 74% dos usuários frequentes de IA relatam melhora significativa na experiência, e 62% dos clientes que confiam mais em empresas com tecnologia afirmam estar mais satisfeitos com o atendimento recebido. Os números mostram que há uma demanda crescente por experiências confiáveis e individualizadas.
“Não estamos falando apenas de automação, mas de empatia escalável. A tecnologia permite que assistentes virtuais resolvam demandas complexas sem que o cliente precise repetir informações, criando interações mais humanas e fluidas”, explica a CEO da Hera.Build.
Além de jornadas personalizadas, para Bárbara, o diferencial competitivo está também no uso estratégico dos dados integrados. “Quando conectamos bases de conhecimento a modelos avançados de linguagem, conseguimos personalizar desde a saudação inicial até ofertas, recomendações e abordagens de retenção. Isso transforma como as empresas mensuram resultados”, explica. Organizações mais maduras passam a avaliar indicadores como Customer Effort Score (CES) e Customer Lifetime Value (CLV), mensurando o impacto real da IA na fidelização e no crescimento do negócio.
Apesar dos avanços tecnológicos, a especialista reforça que a inteligência artificial não substitui o fator humano, ela o potencializa. Ao assumir tarefas repetitivas e operacionais, a IA libera os profissionais para atuar em momentos estratégicos e sensíveis da jornada, onde empatia e relacionamento fazem a diferença.
“O futuro da experiência do consumidor será definido por quem souber equilibrar inteligência artificial e a humana. A tecnologia, sozinha, não é suficiente. É preciso preparo organizacional, integração entre áreas e uma cultura genuinamente centrada no cliente para transformar atendimento em confiança e satisfação”, conclui a fundadora da Hera.Build.



