Uso inteligente da tecnologia reduz tarefas operacionais, fortalece a saúde mental e se conecta às diretrizes da NR-1 e ao Janeiro Branco
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência tecnológica para se tornar uma aliada estratégica na rotina das empresas. Em um cenário marcado por sobrecarga de tarefas, pressão por produtividade e aumento dos afastamentos por questões emocionais, o uso da IA vem ajudando organizações a redesenhar processos, aliviar o peso operacional sobre os colaboradores e abrir espaço para atividades mais estratégicas e criativas.
Esse movimento ganha ainda mais relevância em janeiro, mês marcado pela campanha Janeiro Branco, que convida empresas e indivíduos a refletirem sobre saúde mental, qualidade de vida e bem-estar. Além disso, dialoga diretamente com a NR-1, norma que reforça a importância da gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
Para Franciane Fenólio (foto em destaque), CHRO e sócia da Hera.Build, startup que resolve a falta de uma visão unificada sobre o cliente, consolidando resultados de dados dispersos entre diferentes áreas, o impacto da IA vai muito além da automação. “Quando falamos de inteligência artificial no contexto corporativo, não estamos falando de substituir pessoas, mas de devolver tempo e energia para que os colaboradores possam se concentrar no que realmente importa: análise, tomada de decisão, inovação e relacionamento”, afirma.
Na prática, ferramentas baseadas em IA têm assumido tarefas repetitivas e operacionais, como organização de informações, análise de dados, geração de relatórios e suporte a processos internos. Com isso, profissionais deixam de atuar no modo automático e passam a ter uma rotina mais estratégica, o que contribui diretamente para a redução do estresse e da sensação constante de urgência.
“Existe uma relação direta entre sobrecarga operacional e adoecimento emocional. A IA, quando bem implementada, ajuda a equilibrar essa equação, reduzindo riscos psicossociais — um ponto central da NR-1 — e promovendo ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis”, explica Franciane.
Na Hera.Build, a discussão sobre IA está conectada a uma visão de futuro do trabalho mais humana e eficiente. “Tecnologia não deve ser sinônimo de pressão, mas de apoio. O papel das lideranças é garantir que essas ferramentas sejam usadas de forma estratégica, ética e alinhada ao bem-estar das pessoas”, reforça a executiva.
Segundo a executiva, o desafio das empresas em 2026 será menos sobre adotar novas tecnologias e mais sobre como utilizá-las. “IA sem estratégia vira apenas mais uma camada de cobrança. Quando integrada à cultura organizacional e às práticas de gestão de pessoas, ela se transforma em uma alavanca de saúde mental, produtividade e engajamento”, conclui.



