De acordo com a Timelens, o BBB 21 acumulou mais de 26,1 milhões de menções, volume que supera com ampla margem todas as outras 16 temporadas monitoradas
A Timelens, empresa de tecnologia e inteligência de dados, pertencente à FutureBrand São Paulo, acaba de divulgar levantamento exclusivo que responde a uma pergunta recorrente entre fãs, marcas e a indústria do entretenimento: afinal, qual edição do Big Brother Brasil realmente dominou o país e onde esse impacto foi mais intenso? O resultado é expressivo: o BBB 21, que contou com os protagonistas Juliette, Gil do Vigor e Sarah, que está de volta como veterana em 2026, se consolidou como a edição mais intensa da história recente do programa, liderando tanto as conversas espontâneas quanto o interesse ativo de pesquisas.
A análise cruzou o volume de menções ao BBB nas redes sociais e as buscas no Google entre 1º de janeiro de 2011 e 28 de janeiro de 2026, abrangendo 15 edições consecutivas do reality. Na edição de 2021, foram mais de 26,1 milhões de menções, volume que supera com ampla margem todas as outras temporadas monitoradas. Na comparação direta com a edição do ano passado, o BBB 25,, o BBB 21 gerou 2,13 vezes mais conversas.
O ranking das edições mais comentadas é completado, consecutivamente,pelo BBB20, com 18,8 milhões de menções; e pelo BBB 22, com 18,7 milhões. Os dados indicam que o início da década de 2020 marcou um ponto de virada na presença do reality na cultura digital brasileira, com picos muito superiores aos registrados nos anos anteriores.
“A diferença entre quem comenta nas redes sociais e aqueles que buscam informação revela que engajamento não é um comportamento único. Falar sobre o programa é um ato de exposição e posicionamento público, enquanto pesquisas estão mais ligadas à necessidade de compreender, contextualizar e acompanhar narrativas”, analisa Renato Dolci (foto em destaque), Diretor de Dados da Timelens.
Quando o assunto vira busca
Além das redes sociais, o estudo analisou o comportamento de busca dos brasileiros no Google, indicador que revela curiosidade, necessidade de contexto e interesse em aprofundar informações. Mais uma vez, a edição de 2021 aparece no topo, como a mais buscada de toda a série histórica, seguida pelo BBB 20 e BBB 22.
No pico de interesse, o BBB 21 foi 4,8 vezes mais buscado do que o BBB 25, reforçando o caráter de ‘evento nacional’ daquela temporada. Enquanto as redes captam o calor da conversa em tempo real, as buscas evidenciam o esforço do público para entender narrativas, memes e desdobramentos do programa.
Onde o BBB mais repercute
O levantamento também revela diferenças regionais importantes no engajamento com o reality. Nas redes sociais, o Sudeste concentra 59,8% das menções ao BBB no período analisado. Entre os estados, o ranking é liderado por Rio de Janeiro, seguido por São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pernambuco.
Já no volume de buscas no Google, o cenário muda. Os estados que mais pesquisam sobre o BBB são Amapá, Amazonas, Pará, Acre e Maranhão. Em média, a região Norte registra o maior índice de interesse (73,6 em uma escala de 0 a 100), à frente do Nordeste (63,8), Sudeste (56,3), Centro-Oeste (53,5) e Sul (50,3). Na prática, o Norte busca por BBB 1,46 vezes mais do que o Sul.
“Quando observamos que o Sudeste concentra a maior parte das conversas e o Norte lidera o interesse por buscas, não estamos diante de mais ou menos interesse, mas de modos distintos de participação cultural em um mesmo fenômeno nacional. Cada comportamento revela uma forma diferente de se relacionar com o mesmo conteúdo” afirma o diretor.
BBB além da audiência
Ao analisar 16 anos de dados, o estudo da Timelens aponta o BBB como um verdadeiro termômetro cultural. Mais do que audiência ou votos, menções e buscas ajudam a identificar quando uma edição rompe a bolha do entretenimento e passa a influenciar conversas públicas, memes, estratégias de marcas e debates sociais.
“Quando redes sociais, buscas e territórios passam a se comportar de forma distinta, o reality deixa de ser apenas um fenômeno de entretenimento e se consolida como um espaço onde cultura, comportamento e consumo se cruzam”, encerra Renato.



