Passarela Alternativa apresenta nova identidade e posicionamento em justiça restaurativa, ESG e impacto social

Com projeto assinado pela FutureBrand, ONG amplia atuação dentro e fora das penitenciárias com projetos corporativos, advocacy e moda circular

A Passarela Alternativa, organização referência na formação e reintegração de mulheres em situação de privação de liberdade, egressas do sistema prisional e em contextos de vulnerabilidade, anuncia uma nova fase institucional com rebranding desenvolvido em parceria com a FutureBrand São Paulo. Desde 2018, a ONG já impactou mais de 25 mil mulheres, formando mais de 9 mil em cursos profissionalizantes e mantendo mais de 100 mulheres atuando diariamente em sua cadeia produtiva.

Mais do que uma atualização visual, o reposicionamento marca o amadurecimento de uma metodologia reconhecida por combater a reincidência criminal e promover autonomia integral por meio da justiça restaurativa, da economia circular e da geração concreta de oportunidades, atuando de forma estruturada dentro e fora das unidades prisionais, acompanhando essas mulheres também no retorno à sociedade.

“O rebranding não muda quem somos, mas  comunica com mais clareza o valor do que fazemos. A Passarela sempre foi um projeto de reintegração humana. Agora, organizamos nossa narrativa para ampliar parcerias, fortalecer o advocacy e escalar soluções reais junto ao setor privado e à sociedade”, afirma Karen Brandoles, fundadora da Passarela Alternativa.

Para Amanda Oliveira, Head de Design da FutureBrand São Paulo. a nova identidade traduz, em linguagem de marca, uma iniciativa que já opera com lógica de negócio e impacto mensurável. “Nosso papel foi organizar essa narrativa, dando forma a um sistema estratégico que sustenta expansão, credibilidade e diálogo com diferentes públicos, sem perder a força do propósito que move a Passarela Alternativa desde o início”, afirma.

ESG corporativo, advocacy e presença internacional
Nesta nova fase, a organização amplia sua frente de atuação com o desenvolvimento de projetos ESG personalizados para empresas, conectando impacto mensurável, inovação social e cadeias produtivas regenerativas.

A Passarela Alternativa também fortalece sua presença em advocacy, contribuindo para o debate público sobre justiça, encarceramento feminino e reinserção, com atuação crescente em fóruns internacionais.

Em março, a organização participa da CSW 69 (Commission on the Status of Women), em Nova York, principal encontro global da ONU dedicado aos direitos das mulheres. Em novembro, integra o Fórum de Direitos Humanos e Empresas, em Genebra, ampliando o diálogo com lideranças globais e o setor privado sobre responsabilidade social e justiça.

Metodologia premiada de transformação integral
Em um país onde mais de 45 mil mulheres estão presas e onde o retorno ao mercado de trabalho após o cárcere é marcado por exclusão e estigma, a organização propõe um modelo estruturado de reinserção social baseado em dignidade, protagonismo e reconstrução de vínculos.

A atuação da Passarela Alternativa vai além da capacitação técnica: sua metodologia combina formação profissional e desenvolvimento humano em um modelo 80–20, em que 80% do tempo é dedicado ao ensino técnico e prática produtiva e 20% é voltado ao desenvolvimento emocional, psicológico, econômico e familiar, preparando essas mulheres para um retorno sustentável à sociedade.

Em 2023, essa metodologia foi premiada, reconhecida e chancelada pela Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do Estado de São Paulo, consolidando a Passarela Alternativa como uma referência nacional em reinserção e justiça restaurativa.

Moda como símbolo: upcycling, acervo e protagonismo
A moda permanece como linguagem central, não como fim, mas como tradução simbólica do impacto. Por meio do upcycling, tecidos descartados, roupas apreendidas e peças com defeito são transformados em coleções exclusivas e em um acervo destinado também ao aluguel, como expressão cultural da possibilidade de reconstrução.

Cada peça carrega o nome da mulher que a produziu, reforçando o protagonismo de quem historicamente permaneceu invisível na cadeia produtiva. “A Passarela Alternativa transforma o olhar social: desloca o foco do erro para o potencial, sem romantizar trajetórias, mas reconhecendo a transformação como realidade concreta. É isso que a  nova identidade visual e o tom de voz da marca buscam reforçar”, encerra Karen.

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