7 dicas para manter o equilíbrio entre o bem-estar e a vida financeira

Pedro Lima Meu Acerto

Especialista da Meu Acerto, fintech que oferece uma solução inovadora de negociação digital de dívidas, fala sobre como organizar suas finanças pessoais de um jeito simples e possível

Sabemos que ansiedade, estresse e medo são sentimentos normais. E com as dificuldades econômicas que estamos vivenciando, mundialmente, devemos ficar ainda mais atentos a essas emoções, porque sabemos que os problemas financeiros podem causar transtornos mentais. A American Psychological Association (Associação de Psicologia dos EUA, em português) conduziu um estudo que mostrou que, para a maioria das pessoas, o dinheiro (neste caso, a falta dele!) é a principal fonte de estresse. Já segundo relatório divulgado pelo Money and Mental Health Policy Institute, aqueles que estão superendividados têm até três vezes mais chances de desenvolver problemas mentais graves do que aqueles que não estão.

Falar sobre dinheiro ainda é um grande tabu e há alguns fatores que levam a esses sentimentos com as finanças, como falta de educação financeira, incentivo ao consumo — principalmente nos jovens —, e até mesmo a criação que tivemos na infância, que diz muito sobre a forma como nos relacionamos com o dinheiro. E por isso a educação financeira é tão importante, porque precisamos buscar conhecimentos que façam sentido para a nossa realidade atual.

“Com os efeitos da pandemia, as questões financeiras têm se tornado ainda mais desafiadoras para muitas pessoas. Quem não perdeu o emprego, perdeu o responsável pela renda familiar, e quem não se encaixa nessas opções, perdeu a luta para o alto preço de produtos e serviços. De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 70% dos inadimplentes sofrem de ansiedade por não conseguir manter as contas em dia, e é inadmissível que ainda não estejamos falando, amplamente, sobre isso”, discorre Pedro Lima, cofundador da Meu Acerto, fintech que oferece uma plataforma de negociação digital de dívidas.

Entretanto, o economista, diretor e cofundador da startup acredita que há soluções, e listou sete dicas para manter o equilíbrio entre o bem-estar e a vida financeira:

1. Adote técnicas de planejamento financeiro:
É fundamental conhecer sua própria realidade. Esse controle de receitas e despesas é essencial para que você possa ter um olhar assertivo de onde precisa cortar gastos e se você está gastando o seu dinheiro da forma mais inteligente. Um bom jeito de começar essa organização financeira de forma simples é anotar em um caderno, uma planilha ou onde preferir, tudo o que entra e sai de dinheiro no seu dia a dia.

2. Negocie suas dívidas
Com clareza desse orçamento, o próximo passo é buscar alternativas para negociar suas dívidas o mais rápido possível, mas de forma que as parcelas caibam no bolso e não levem a vida financeira para uma situação ainda pior. Na Meu Acerto, o consumidor pode consultar suas dívidas, gratuitamente, e encontrar uma negociação que faça sentido para sua realidade financeira, com descontos bem atrativos e condições bastante flexíveis de parcelamento.

3. Busque conhecimento constante:
Existem diversas plataformas com a finalidade de educar as pessoas, financeiramente, e a ideia é que você encontre aquela que converse, diretamente, com as suas necessidades. Se você ainda não encarou as discussões sobre educação financeira porque acredita que isso é papo pra quem entende de investimento, é muito importante saber, desde já, que existem conteúdos para todos os gostos e bolsos. O Pago Quando Puder, por exemplo, é uma plataforma de conteúdos relacionados à educação financeira que fala, principalmente, para quem não consegue nem fazer o salário durar até o fim do mês.

4. Elimine desperdícios e economize no seu dia a dia:
Ao classificar suas despesas, você poderá visualizar o que pode ser cortado. Um exemplo disso é o gasto com streamings, em que muitas vezes assinamos mais contas do que, realmente, usamos. Comece os pagamentos pelas contas que mais pesam no orçamento: energia, internet, plano de saúde, etc. E lembre-se de ter consciência de que você não pode assumir gastos e compromissos maiores do que você pode pagar, pensando sempre na sua realidade individual e atual.

5. Estabeleça suas prioridades:
Defina quais são suas prioridades financeiras e reorganize seu orçamento para ficar mais coerente com sua realidade. Em seguida, estabeleça metas palpáveis para que possa cumprir, se divertir e não lidar com o dinheiro como um peso. Pensando nisso, na maior parte das vezes, pagar à vista é melhor. Em geral, o pagamento à vista proporciona maior poder de negociação ao comprador, que pode pedir descontos ou outros benefícios que julgar interessantes, além de gerar um maior controle do seu dinheiro. O importante é sempre ter em mente que o passo número zero de uma vida financeira organizada é não gastar mais do que ganha.

6. Reveja suas formas de pagamento: melhor cartão de crédito ou débito?
Nesse caso, não existe uma resposta que funcione para todas as pessoas. Para quem tem mais dificuldade de controlar os gastos, o cartão de débito, provavelmente, será a melhor pedida, pois evitará que os gastos ultrapassem a receita ou que o limite dê a falsa sensação de que é possível gastar. Por outro lado, cartões de crédito são interessantes para quem consegue controlar bem os gastos, pois possuem programas de benefícios e facilitam a compra de itens mais caros pela opção de parcelar.

7. Planeje seus gastos de rotina: compras de mercado mensal ou semanal?
A escolha pelas compras de mercado mensais ou semanais depende do padrão e estilo de vida da casa. Alguns pontos para se levar em consideração são:

cuidado para não comprar muita quantidade e, eventualmente, perder o prazo de validade;
listar o que tem em casa e o que precisa ser comprado, para evitar compras desnecessárias, sendo que, às vezes, basta usar a criatividade para cozinhar;
comparar diferentes mercados e produtos, entendendo os padrões e descobrindo onde cada item costuma ser mais barato.

“Cada um tem sua realidade, prioridades e seu modo de lidar com as questões da vida. Aqui na Meu Acerto, a gente reforça o quanto essas particularidades precisam ser respeitadas e consideradas. Buscar conhecimentos financeiros é importante, exatamente, para que cada um entenda o que faz mais sentido para o seu próprio contexto. Não existe receita de bolo. O que existe são milhões de pessoas que precisam ser tratadas a partir de suas individualidades”, finaliza o economista.

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