A disrupção da disrupção

Conheça o que fazem hoje 5 empresas disruptivas (Uber, Airbnb, Nubank, Omie e Stone), que nasceram inovadoras e se reiventam agora para enfrentar o Coronavírus e crescer pós a pandemia

Redação 02/06/2020
Redação 02/06/2020

UBER

Esse aplicativo que deu origem a Uber, certamente hoje é a empresa mais disruptiva do mundo. Tem sobre seu comando a maior frota de veículos que rodam pelas estradas do planeta terra, sem ser dona de um veículo. Pedir um Uber hoje, para se deslocar de um lugar para outro, talvez seja tão fácil e rápido que pedir um copo de água para alguém.

O Coronavírus, no entanto, bateu de frente contra o Uber que tem sede em São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos. O confinamento das pessoas em casa provocou uma redução de 80% nos pedidos de corrida nas primeiras semanas da pandemia, em diferentes países.

No início de maio, a Uber demitiu 14 por cento dos funcionários e revelou uma perda de US$ 2,9 bilhões, apenas no primeiro trimestre em função da pandemia. Mesmo sendo difícil assimilar uma perda desse tamanho, a Uber buscou novas rotas para superar essas dificuldades. O principal deles foi o delivery de comida. O movimento das entregas feitas pelos motoristas do Uber cresceu 53 por centro no primeiro trimestre.

O diretor executivo do Uber, Dara Khosrowshahi, reconhece que a pandemia teve um “impacto dramático”sobre empresa. “Mas já percebemos uma melhora. Em meados de maio tivemos um crescimento de 12 por cento no agendamento de corridas em todo o mundo”.

AIRBNB

A pandemia do Coronavírus também bateu forte na porta da casa do Airbnb, a maior plataforma do mundo de aluguel de casas. “Estamos passando pela crise mais difícil de nossas vidas”, avaliou Brian Chesky, cofundador da empresa criada em 2008 na Califórnia, nos Estados Unidos, e hoje o maior provedor de acomodações domiciliares do mundo, sem ser dono de nenhum hotel ou casa.

Brian Chesky demitiu 25%dos funcionários e buscou US$ 2 bilhões de empréstimos para reinventar a empresa e superar essa pandemia. Tem presente na mente como criou a empresa, junto com dois amigos estudantes de design. Na pensão onde moravam, compraram três colchões de plástico para abrigar participantes de uma convenção sobre design em São Francisco. Anunciaram na internet e assim conseguiram três clientes. Nascia a Airbnb.

Dono da uma empresa que hoje vale mais de US$ 30 bilhões e mais que toda a cadeia dos Hotéis Hilton, Brian Chesky acredita que o mundo será diferente após a pandemia e se prepara esses novos tempos. “Os clientes vão querer opções mais próximas de suas casas, mais seguras e menos caras”, profetiza.

NUBANK

O Nubank, a maior fintech ou banco digital do Brasil, com a pandemia do Coronavírus alterou seus planos. Passou a olhar com muita mais atenção e a investir na maior preocupação de cada pessoa, a saúde.

Primeiro o Nubank fechou uma parceria com o Sírio Libanês que é um hospital de referência mundial em medicina. O hospital possui uma plataforma de agendamento de consulta médica, de forma remota, onde o paciente solicita atendimento com um médico, por vídeo. Pelo acordo, o hospital liberou o acesso a plataforma para mil clientes do Nubank que recebiam um voucher (código) de acesso emitido pelo banco, que utilizou recursos de reserva e do marketing para bancar essa consulta médica online.

Ainda na área de saúde, mais focada na área psicológica, o Nubank fechou também uma parceria com a plataforma Zemklub que conecta terapeutas, psicólogos e psicanalistas. Através de voucher também, o cliente do Nubank acessa um profissional dessa plataforma, no horário e com o profissional escolhido.

O Nubank reservou R$ 20 milhões para destinar as ações na área de saúde e atender clientes que de estabelecimento comerciais que precisam prestar serviço de delivery.  O co fundador da empresa, David Vélez, considera o momento como desafiante e para ele o mandamento mais importante é o primeiro e único: “Preserve o caixa para garantir o futuro”.

OMIE

A pandemia do Coronavírus, sem dúvida, bateu e bate mais forte nos estabelecimentos comerciais de pequeno porte, um mercadinho do bairro, uma loja de confecção, um restaurante, um café.  Cada um desses estabelecimentos precisa ter um controle do que entra e sai do caixa a cada dia. O que fazer quando não entra e não sai nada um dia, um mês, dois meses…?

Mesmo nesses pouco animadores dias para negócios é preciso ter uma gestão do que sobra, do que tem em caixa. Por isso a Omie, uma das maiores empresas do país de gestão administrativa e financeira na nuvem, disponibilizou sem custo um programa básico, o Omie FIT, para empresas com faturamento de até R$ 180 mil por ano.  Por esse programa também, cada empresa pode emitir, sem limite, notas fiscais e boletos, ao custo unitário de R$ 1,89, um dos menores custos do mercado.

O fundador e CEO da Omie, Marcelo Lombardo, observa que antes da pandemia e mais ainda depois da pandemia vamos procurar convencer, principalmente o pequeno empreendedor, apostar na tecnologia para tocar seu negocio. “É importante que os processos administrativos, o que inclui os serviços contábeis, sejam mais automatizados para deixar livre o empreendedor para vender mais, faturar mais e crescer em menos tempo”, completa Lombardo.

STONE

As máquinas para pagamento através de cartão da Stone estão espalhadas por mais de 1.500 cidades brasileiras. Nada menos de 450 mil donos de estabelecimentos têm uma delas no balcão do atendimento ou do caixa.

Por essa relação diária, com a pandemia do Coronavírus e portas fechadas de estabelecimento, a Sorne não deixou de manter contatos com os seus clientes. “Mais de 40 por cento do meu tempo a cada dia é para atender e ouvir clientes”, revela o presidente da Stone, Augusto Lins.

Logo na primeira semana que os estabelecimentos foram obrigados a fechar as portas, a Stone começou a desonerar mensalidade e reduzir taxas sobre o uso das máquinas. A empresa calcula que essa desoneração e redução de taxas alcance um valor total de R$ 30 milhões.

Augusto Lins sustenta que todos precisam se reinventar para superar e manter a empresa após a pandemia com foco em soluções digitais nos diferentes negócios. “Eu não coloco a mão de em dinheiro a mais de semanas. Faço educação a distância, reuniões por vídeos e ginástica em casa. Acho que o legado da pandemia é que vamos ser mais digitais”.

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