Criei uma grife de moda para resgatar as raízes dos povos sul-americanos

Lorena Marin Caruso 06/05/2019
Lorena Marin Caruso 06/05/2019

Sou Engenheira de formação e especializada em Moda e Marketing Estratégico, me chamo Lorena Marin Caruso, estou resgatando as raízes dos povos sul-americanos. Eu criei uma grife de moda, a Tóry Moda, que traz dizeres em tupi-guarani, termo genérico para um grupo de línguas indígenas da América do Sul e uma das oficiais do Paraguai.

Eu acredito que a minha marca revolucionou não só a forma de entender a moda, mas também auto-interesse na língua materna que, entre os brasileiros, é o Guarani. A tendência no mundo fashion é expressar-se com uma mensagem importante.
Tenho uma vida ligada ao empreendedorismo industrial da moda há 18 anos, fabricando polos e camisetas com o mais durável e suave algodão. O gosto pela costura veio desde criança.

Desde a infância, me animava nos dias que eu poderia acompanhar a minha mãe em uma grande costura de uma indústria de prestígio, especializada em camisas de corte perfeito. Eu cresci entre essas máquinas de costura e rolos de tecido. Gostava de ver as pessoas com roupas de cada nova coleção.

Já recebi vários prêmios importantes, incluindo o mais recente “2018 Business Excellence CONACYT”. Sou muito comprometida com o crescimento do setor da moda na América Latina. Seja, por meio de contribuições constantes através de seminários, workshops e exposições.

Com foco em palavras doces e exóticas no tupi-guarani, a marca criou um conceito de boa qualidade em peças de vestuário que cativou a capital paulista.

Por outro lado, criatividade e tradição andam juntas em cada uma das camisas polos que vendemos com a nossa assinatura que não devemos perder de vista. Nos últimos 10 anos, fizeram-nos líderes na Avaliação Mundial sobre Povos Indígenas e da língua Guarani. Temos camisas polos bordadas no peito, com palavras como ‘paz’ (Py’aguapy) e ‘eu te amo’ (Rohayhu), entre outras tradicionais Eu me intitulo empreendedora social.

Vale destacar que eu criei a marca por acaso e sem pretensões.

Comecei esta aventura industrial com meu marido Caruso, um paulistano autêntico, para o nosso próprio prazer, mas rapidamente percebemos que as pessoas gostaram deste conceito. Hoje estamos em expansão da marca, buscando instalar uma loja temática para viver a experiência completa, através da música, moda e cultura em geral dos povos Indígenas, aberta a alianças em todo o país.

Atualmente, as peças só podem ser adquiridas pelas redes sociais

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