Ajudo desempregados a terem renda

Alexandre Ribeiro 31/10/2018
Alexandre Ribeiro 31/10/2018

Após rodar o mundo como consultor e desenvolvendo projetos em Portugal, Espanha, México, Colômbia, Peru, Uruguai, Chile, Brasil, Argentina e Angola, decidi empreender em São Paulo. O desejo de criar a empresa surgiu do sonho de ajudar pessoas, devido à alta taxa de desemprego. Essa foi umas das principais motivações que encontrei para fundar a PPCar – startup de locação de veículos para motoristas de aplicativos de mobilidade, que funciona com um modelo exclusivo de assinatura.

Formei-me em Organização e Gestão de Empresas, e sou pós-graduado em Sistemas de Informação pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. Aproveitei a minha visão de mercado e experiência para ajudar motoristas que desejam trabalhar com aplicativos de mobilidade, mas não dispõem de carro. Para mim foi um sonho auxiliar o país onde existem mais de 13 milhões de desempregados, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio do aluguel de carros para esses condutores.

Atualmente, atuar como motorista de aplicativos de mobilidade se constitui na principal fonte de renda de milhares de pessoas – são 12 milhões de corridas por mês, com uma contingência de 1 milhão de condutores. O levantamento divulgado pela Quantas Pesquisas e Estudos de Mercado, a pedido da Cabify, sinaliza o tamanho desse setor, pois aponta que 76% dos entrevistados são usuários exclusivos de aplicativos de mobilidade na capital paulista

Durante uma viagem utilizando o Uber em São Paulo, conversei com um motorista que me apresentou as principais necessidades e dificuldades desses profissionais, e me fez enxergar o potencial gigantesco desse mercado.

O primeiro passo foi testarmos o modelo de negócio, colocando 10 carros com perfil executivo para rodar. O teste inicial foi positivo, pois o lucro líquido chegou a R$ 40 mil ao mês e comprovei o que já imaginávamos, que havia uma alta demanda por automóveis e, portanto, uma grande oportunidade de mercado, e desde então não parei de investir no setor. Passamos por algumas fases de mudanças até chegarmos no modelo de negócio que temos hoje.

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