Alfabetização em dados e inteligência aumentada são requisitos para futuro pós-pandemia

Eduardo Kfouri 17/11/2020
Eduardo Kfouri 17/11/2020

O mundo antes da Covid-19 já acenava para um crescimento em escala exponencial do uso dos dados pelas empresas. De acordo com a consultoria IDC, previa-se o processamento e análise de um volume de 175 zettabytes até 2025. A pandemia, no entanto, potencializou esse número.

Diante das notícias de registros de casos em todas partes do Brasil e do mundo, tivemos uma explosão de análises, gráficos e informações que transformaram nossas vidas em um grande dashboard. Basta ligar em um noticiário e ver a quantidade de gráficos com análises e previsões de contaminações, óbitos e recuperações, classificados por cidade, estado, país, e com comparações entre outras localidades, regiões e continentes.

O storytelling, ou a capacidade de contar uma história a partir dos dados, se tornou muito importante, principalmente ao comunicar informações muitas vezes complexas de uma forma inteligível para a grande massa. Para isso, processos, softwares e hardwares que permitem agilizar a coleta e processamento dos dados, para que as informações estejam atualizadas em tempo real, servem de exemplo para demandas de um mercado cada vez mais imediatista – seja na sumarização dos dados da Covid-19, para o supply chain de um e-commerce, ou para um roteiro de entrega de um restaurante delivery.

A rapidez na geração de insights por meio de diferentes fontes ou formatos de dados é primordial. Com o uso de sistemas cada vez mais distribuídos, cresce a importância da consolidação de informações de forma rápida, governada e precisa. A replicação de dados de diferentes origens para diferentes destinos, o uso de data-lakes e a extração de dados relevantes do Big Data se tornam mais do que tendências, são necessidades prementes.

Nesse cenário, a inteligência aumentada surge com a proposta de trazer uma camada de inteligência extra, que é a do usuário. Sem dúvidas, a IA está estabelecida como principal ferramenta para análises e sugestão de perspectivas diferentes para um determinado tema, conforme aponta a evolução dos sistemas. Entretanto, o usuário de posse dessas análises, pode incluir a sua perspectiva, a sua experiência, e fazer com que o resultado final seja mais rico e mais completo. E o mais interessante é que os sistemas de inteligência artificial “aprendem” com as escolhas do usuário, permitindo que as seleções e as próximas sugestões estejam mais aderentes a cada perfil.

O ponto crucial nessa evolução forçada que a pandemia nos trouxe é que as pessoas precisam estar alfabetizadas em dados. Pouco adianta contar com sistemas cada vez mais inteligentes e complexos, se o profissional não tiver a capacidade básica de ler, trabalhar, analisar e argumentar com os dados. Bernard Marr, colunista da revista Forbes, coloca a Alfabetização de Dados como uma das cinco habilidades mais importantes para o trabalho no futuro. Portanto, temos que estar minimamente alfabetizados em dados para aproveitar o melhor de tudo o que a tecnologia pode nos trazer agora e em um futuro próximo.

Sobre a Qlik

A visão da Qlik é um mundo alfabetizado em dados, onde todos podem usar dados e análises para melhorar a tomada de decisões e resolver seus problemas mais desafiadores. A Qlik fornece uma plataforma de nuvem de análise e integração de dados de ponta a ponta, em tempo real, para fechar as lacunas entre dados, insights e ações. Ao transformar dados em inteligência ativa, as empresas podem tomar melhores decisões, melhorar a receita e a lucratividade e otimizar o relacionamento com os clientes. A Qlik opera em mais de 100 países e atende a mais de 50.000 clientes em todo o mundo.

Por Eduardo Kfouri, Vice-Presidente e Gerente Geral da Qlik para a América Latina, multinacional referência em data analytics.

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